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A Árvore do Passado

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A Árvore do Passado

Mensagem por A Pena Mágica em Sex 22 Ago 2014, 21:38

Relembrando a primeira mensagem :


PROPRIEDADES DE HOGWARTS

Árvore do Passado



Em um monte nos terrenos de Hogwarts, num local que costumava ser vazio, foi plantada uma árvore, mas não um vegetal qualquer. Ali, no topo do monte existia uma antiga árvore, cuja magia era ainda maior do que a de um Salgueiro Lutador. A árvore era grandiosa, quase assustadora. Possuía longos e grossos galhos e vários cipós que ficavam constantemente pendurados. Seus galhos, apesar do tamanho monstruoso, se moviam de forma calma e serena ao sentir a presença de algum ser vivo, do tamanho que fosse, e respondia balançando de um lado para o outro seus ramos e cipós como a mais leve brisa da manhã.


HOGWARTS MAGIC WORLD


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Re: A Árvore do Passado

Mensagem por Liam C. Collin Drac em Dom 31 Maio 2015, 21:10

    Meu coração sorrio com a chegada de Lorena e Gabriela, Lorena parecia estar completamente sem jeito, e nos deu um abraço, que por alguns segundo pude pensar que era do de Juliana, o que me fazia entender o verdadeiro significado que juntos tínhamos um pedaço dela, e isso me fazia sentir ela cada vez mais perto. Logo Lillian chegou, estava cansado, desgastado e destruído demais pra me importar com qualquer briga que chegamos a ter no passado, que pronunciou o nome da bebê para Lorena e Gabriela, Gabriela aparentava muito estar ao seu limite, pensava que iria desabar a qualquer momento, porém não, assim como minha mãe, era uma Grifina de verdade e se manteve forte, como se fosse uma espécie de escudo. Ainda com o bebê em meu coloco após as palavras de Lorena, olhei para ela com um olhar gentil, que achei que tinha perdido a muito tempo diante de toda a maldade que presenciei, e disse - Mesmo sempre me dando trabalho, eu te amo muito, sabia ? - tentando soltar um sorriso, quando percebi o sorriso sem graça de Gabriela - Tia, sei que desde que cheguei não tivemos muito tempo para conversar. Porém você é uma das principais pessoas que eu queria ver no atual momento, você e minha mãe são as mulheres mais incríveis que conheci, e  é sempre um prazer estar em sua presença, tia. - tentando dar outro sorriso ainda mais forte.
    Quando junto de Luch, Alice aparece e um sorriso aparece ao meu rosto, estava uma vez mais com a minha pequena, que não parecia estar tão triste quanto todos no local, parecia que via algo que não conseguíamos ver, após ver ela cumprimentar todo e me deixar por último inflei minhas bochechas como se estivesse de mal : - Pensei que a pequena ia esquecer do Limão, também amo muito você princesa. Ah, claro ... - E abaixei a garotinha para que a pequena pudesse dar uma olhada, e suas palavras realmente me sensibilizaram, Alice era apenas uma criança porém parecia ser a mais sensata de todos que estavam no local. Quando vi a chegada de Lucas respirei fundo, minha mãe tinha uma grande afeição por ele, e quando percebi estava entregando algo para meu pai, Alice, Lorena e finalmente chegou a minha vez, meu coração explodia, como sempre Lucas foi muito ético e entregou a mensagem de minha mãe de forma honrosa, como ela merecia ser entregue. Entreguei Juliana Gabriela ao colo de Alícia uma vez mais, segurando a carta e o pingente que minha mãe me deixou em uma mão e puxei Lucas que parecia que já ia saindo a entregar o de Olivia - Minha mãe te considerava um filho, e creio que você também a considerava como uma mãe. Lucas, você foi por muitas vezes o motivo de algum sorriso dela, pois como sabe sempre fizemos muita besteira. Obrigado, e creio que posso te chamar de irmão. - estendendo minha mão para Lucas e apertando a sua. Todos estava nervoso em abrir a carta, porém eu não poderia estar até o final, tinha que fazer aquilo naquele momento, e assim fiz :

A saudade:
Filho, meu amado menino, você já é um homem. Quando você e suas irmãs eram pequenos, você sempre ficava observando o que elas estavam fazendo e sempre previa quando algo ruim iria acontecer, acabava sempre evitado e acho que parte disso vem do seu nome. Você sempre foi o mais astuto de ambas, enquanto Lorena era a mais rebelde e Olívia a mais quieta. Liam, você colocava uma capa vermelha nas costas e saía correndo pela casa dizendo que iria salvar todos os pertences que sua irmã Lorena fosse derrubando, lembro-me até hoje de quando você chorando veio contar para mim que não conseguiu salvar o copo, porque teve que escolher entre o copo e o faqueiro... Escolheu o faqueiro para que não a machucasse, em compensação você acabou se cortando para salvar a sua irmã. Meu filho, a dor maior dos seu peito não era ter se cortado, mas sim ter deixado o copo cair. Quando você completou onze anos eu precisei escolher entre o faqueiro e o copo, eu também escolhi o faqueiro, meu filho, mas estilhacei o copo pelo meu corpo todo durante a sua ausência. Talvez nunca entenda, meu filho, mas Hogwarts não é o seu lugar e nunca foi, você é mais forte, você é mais. Só que isso me doeu sim, talvez você saiba, porque em todas as cartas que eu escrevia pra você, havia muito mais do que um rolo de pergaminhos e tinta, haviam lágrimas de saudade. E acredite filho, neste pergaminho também estou derramando lágrimas de saudade, mas saiba de uma coisa, eu posso sentir o seu último abraço, era como se seu corpo aceitasse o pedido de desculpas do meu. Esse tempo todo eu aprendi algo, eu prendi que não importa o que aconteça, nós não devemos deixar de amar e demonstrar esse amor. Então, você pode ainda não ter me perdoado completamente, mas eu quero que saiba que eu continuaria te abraçando e te beijando, porque eu sou sua mãe e você é meu filho, você é o nosso herdeiro, você é o garoto que nasceu para reinar, vamos filho, construa o seu império, você é capaz de tudo. Mais uma vez, cuide das suas irmãs, nunca as deixe em hipótese alguma, mesmo que para isso você precise lhes mandar pergaminhos com lagrimas de saudade.
Filho, mamãe te ama muito, que o mundo seja seu,
Da sua, para sempre sua, Lady Drac.
Ps. Sempre que tocar nesse pingente recordará de algo bom que já vivemos, meu bem, encantei o pingente. Foi uma forma que achei de estar junto com vocês para sempre e que não se sintam sozinhos. O símbolo é uma balança, para que não se esqueçam de procurar sempre pelo equilíbrio. Te amo demais. (O pingente está na caixa com o Lucas, peçam a ela).
    E assim as lágrimas foram escorrendo sobre meu olhos, ao ver a marca das lagrimas de minha mãe, na tinta borrada e por muitas vezes apenas eu conseguia entender, caminhei em direção a onde minha mãe repousava e me debrucei dando um beijo em sua testa, enquanto fazia carinho em sua mão - Nunca tive ódio de você mãe, apenas não entendia. Eu te perdoei, e você me perdoou, queria poder dizer antes de você ir ... que tenho orgulho de dizer que sou filho de uma lufana, filho da melhor diretora de casa que Hogwarts já viu, filho de uma mulher poderosa, carinhosa, amorosa, gentil e sua melhor qualidade Leal. E como uma verdadeira lufana, acolheu a morte sem teme-la, porém aquele em quem amamos nunca se é perdido no borrão das estrelas, te amo. - e me afastei me sentando ao chão, olhando para o chão, enquanto as lágrimas desciam sobre meu rosto, peguei o pingente e o toquei, ao tocar no pingente um novo filme passou sobre minha mente, era meu primeiro dia após retornar de Durmstrang, quando ela brincava com suas mãos fazendo magia, e dizia que nada valia se não poderia ser o meu coração, o que infelizmente por burrice e orgulho esqueci de dizer, foi que ela sempre teve ele.
Liam C. Collin Drac
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Re: A Árvore do Passado

Mensagem por Dionisio R. Howard em Dom 31 Maio 2015, 21:30

A brisa fria encontrou meu rosto enquanto eu andava pela Floresta  Proibida. Com o cigarro na boca e um cantil prata na mão eu cantarolava uma música aleatória que no momento fugia-me o nome, talvez um dia eu soubesse. Não saber das coisas estava se tornando uma tormenta para mim... o que estava acontecendo em Hogwarts?
Minha marca negra não parava de arder há dias. Minhas costas estavam impossíveis e o inverno? Ah, coisa mais irritante quando se mora perto do mar e de todos os seus efeitos climáticos... ainda bem que não tinha filhos cheio de frescuras na mansão ou eu estaria morto... por falar em filhos, a ida de Tifffany a Azkaban também estava-me tirando do sério e a situação qual eu não podia fazer nada me irritava mais ainda. Tomara que a mini Howard esteja bem.
Andava pelas matas úmidas morrendo de medo de esbarrar com um centauro, destino: Hogwarts. O motivo? Uma morte. Vítima? A mãe da Olivia. Eu sabia de algo? Não, novamente. Suspirei.
Trajava negro e em minha roupas estavam runas de astrologia, uma mistura interessante. Abaixo dos meus olhos haviam olheiras negras e fortemente destacadas e o meu cabelo encontrava-se bagunçado em meio ao rosto. Gargalhei abafadamente ao ver, de longe, o velório. Não sei por que, mas acho graça naquelas pessoas que choram e fingem ter perdido alguém que jamais poderiam ter perdido, sendo que logo em seguida estariam seguindo a sua vida normalmente. Por isso, preferi sequer enterrar meu bastardo, deixei que os serventes fizessem o mesmo.
Pus-me atrás de um pinheiro enquanto observava toda a comemoração, tomava cuidado com as delimitações de Hogwarts, agora que sou comensal aquelas barreiras se alimentariam de mim assim como dementadores se alimentam de boas almas. Estava sério enquanto olhava para a barbie e o bebê que segurava. A garota sofria pela falta da mãe, está ai algo que eu nunca tive. Uma mãe.
Clarinda nunca foi digna de algo e sequer uma substitua eu tive direito,  Dionisio sempre largado a rua. Sorri ao refletir sobre a minha vida e  então rumei o cigarro longe. Após a Olivia ter percebido a minha presença, sorri para a mesma e balancei a cabeça positivamente. Logo em seguida soltei um beijinho. Seu pai estava ali.
Olhei de relance para o diretor, pobre homem cujo as culpas estão sendo depositadas, "não existem heróis, Luch". Tomei um gole da minha bebida, pus minha máscara dourada com escritas egípcias e então adentrei novamente a floresta, indo para Hogsmeade e aparatando do local.
"Seja lá qual for a sua situação, Olivia tem em que confiar. Agora vamos resolver outro problema: Tiffany".
Saio do local.

Dionisio R. Howard
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Re: A Árvore do Passado

Mensagem por Luch Cancheski Drac em Dom 31 Maio 2015, 22:46





          Hoje era um dia bem especial, de fechamento de uma era e início de outra igualmente importante, perigosa e longa. Com os braços frente ao corpo e as mãos unidas, observava o buraco no chão preparado para o caixão de Juliana. No início tinha apenas a companhia dos elfos domésticos, sempre obedientes e quietos, mas em seguida outras pessoas foram chegando e me fazendo companhia, entre meus amigos, alunos e familiares, além de repórteres que seriam inevitáveis em uma situação como essa. A primeira pessoa que me abordou inclusive, foi um deles que não se preocupou em ser direto nos seus questionamentos. Respirei fundo com as mãos no bolso e me aproximei, coçando o meu rosto rapidamente e mantendo uma expressão serena - Por favor, todas as dúvidas serão respondidas no final da cerimônia, mas pode se sentar e prestigiar esse momento enquanto isso, obrigado - disse apontando uma cadeira e me afastando, tentando esboçar um sorriso amigável. Me aproximei de outras cadeiras, onde as irmãs Griffonwood, Lottie e Kyla, se encontravam conversando. Também estava um senhor muito distinto que reconheci como marido de Lottie, que havia sido uma companheira de trabalho de Morôni e Juliana no Saint Mungus, enquanto Kyla era uma das ministeriais responsáveis por acompanhar o andamento da direção de Hogwarts. A irmã que era médica e também a mais simpática das duas, já tendo me tratado em ocasiões passadas quando fui acometido por uma maldição. - É bom vê-la por aqui, Lottie. Gostaria que fosse em uma ocasião diferente, mas infelizmente não foi possível. Sinta-se à vontade. - E então a recebi com um beijo no rosto e um rápido abraço, me dirigindo à Kyla, que foi infeliz em seus comentários como sempre. Não sei como o Ministério chegou ao ponto de ter pessoas tão incapazes e perdidas em cargos tão avançados - Sim, ela se foi, mas foi-se e agora é uma alma livre, diferente de muitos de nós. Juliana defendeu a vida até o último momento, isso jamais deve ser esquecido ou diminuído e... Agradeço muito a sua presença aqui senhorita Griffonwood. - Terminei encrispando os lábios e assentindo com a cabeça em uma reverência. Me virei para Louis, que repreendeu a cunhada e ofereceu toda a ajuda possível para mim. - Obrigado pela atenção e apoio, Senhor Cross. Obrigado... - agradeci brevemente e me despedi, continuando meu caminho entre os convidados.

          Fui interceptado por um aluno corvino, que segurava algo em suas mãos e se aproximou. Ergui uma sobrancelha, dando atenção ao que ele tinha a dizer. O rapaz carregava consigo um origami em formato de corvo, na cor preta. Assim que toquei no objeto, ele se transfigurou em uma figura desenhada à mão, com o rosto de Juliana. Sorri ao observar o rosto de minha esposa desenhado e agradeci, colocando a mão sobre o ombro do menino. - Obrigado pelo apoio, é importante ter todos os alunos aqui comigo hoje nesse momento difícil. - e então me afastei, guardando aquela arte dentro de meu bolso interno e observando ao longe meus filhos se encontrando com Gabriela, Enzo e Lillian. Parei alguns metros distantes deles, vendo algumas pessoas os parabenizando, inclusive Bragi que veio até mim e me abraçou, antes de seguir até a sua namorada. Senti então umas pequenas mãos puxarem meu paletó e notei que era Alice me chamando. Abaixei perto dela, a abracei e beijei seu rosto - Oi meu amor, depois que acabar tudo aqui podemos fazer alguma coisas juntos. Depois pergunte o que seus irmãos acham disso. - E me levantei novamente, passando a mão pela sua cabeça e vendo ela sair de perto, sentando próximo da árvore. Lucas se aproximou e começou a olhar para o mesmo local que eu, procurando puxar assunto do jeito dele, sempre sutil e calmo. Falou sobre a certeza do amor de Juliana por mim e eu esbocei um sorriso para ele, pois tinha certeza da relação muito próxima deste rapaz, filho de Sookie e Morôni, com a minha esposa. Que o considerava sempre como um filho. - Sei o quanto amava minha esposa, Lucas. Saiba que mesmo ela partindo, ainda pode contar comigo como contava com ela. Obrigado por tudo... - E o observei se afastando com uma caixa nas mãos e se aproximando de Alice e depois para cada um dos gêmeos. Enquanto isso Gabi se aproximou de mim e perguntou como tinha passado e se a pequena estava bem. Esbocei um sorriso e a recebi, observando a sua barriga de grávida já bem evidente - Estou bem, na medida do possível Gabs... E a pequena está recebendo muito amor, com certeza. Você tem que ver o quanto de alunas chegam até a minha sala querendo ajudar a cuidar dela... Mas em breve ela terá bastante primas da mesma idade para brincar também. - Fazia referência à gravidez da minha cunhada. - Posso apostar fortemente que serão gêmeos. - E depois de terminar de falar, nos afastamos novamente e segui o meu caminho até os gêmeos e Lillian

          - Olá Lillian... Filhos... - Disse um tanto perdido, mas tentando me encontrar e falando com eles. Me aproximei primeiro de Lorena, que se aproximou e a abracei bem forte, acariciando seus cabelos e suas costas. Não iria chorar na frente dos meus filhos, pois Juliana queria ver risos e gargalhadas de alegria e não um eterno e triste luto. - Lori, uma menina ambiciosa, mas gentil e que sabe crescer sem pisar em ninguém... É assim que sua mãe te via, sabia? E eu concordo totalmente com ela, em todas suas palavras - Beijei então o seu rosto e observei os outros dois gêmeos, Liam e Olívia. Me aproximei dos dois, observando-os e suspirando antes de falar - Liam, sua mãe até o último momento confiou plenamente em você e suas capacidades... e Liv... Saiba que sua mãe te perdoa por tudo que houve, por tudo... Ela te amava e via muitíssimo dela em você, independente de suas escolhas ela sempre vai amar vocês, assim como eu. Só quero o melhor caminho para vocês, que preservem a vida tanto sua, como a daqueles que amam... Eu amo vocês filhos... - E abracei Olívia e Liam, em um mesmo abraço. Fiz uma reverência para os dois e me afastei, depois de me aproximar da pequena Juliana, beijando-lhe o rosto. Era hora de dar continuidade à cerimônia e eu teria algumas últimas palavras de minha esposa para repassar a todos. Caminhei lentamente até o caixão de Juliana e coloquei a mão sobre ele, acariciando a madeira e torcendo meus lábios, segurando a respiração. Me afastei e olhei para todos, chamando a atenção para algumas palavras, enquanto retirava alguns papéis de dentro da roupa, que ajeitei para ler, mas antes precisava dizer algo - Olá amigos, familiares e conhecidos que vieram prestigiar esse último momento de uma pessoa tão intensa como Juliana. Ela pode não estar mais aqui fisicamente, mas nem por isso deixaríamos de dar um desfecho à sua história a altura de sua vida... Eu estou aqui com o seu testamento, lacrado. Estarei lendo ele agora em voz alta, antes de nós finalmente nos despedirmos. - Pigarreei, ajeitando o papel e comecei a ler integralmente.

"Meus amigos,

Sei que posso começar essa carta assim, pois todos que estão aqui são meus amigos, muito mais que amigos, vocês são a minha família. Eu nunca gostei muito de despedidas, acho que é porque eu nunca tive uma na minha vida de fato, todas as minhas perdas foram abruptas e eu nunca tivesse essa oportunidade e cá entre nós, eu acho que seria terrível. Primeiramente, quero que saibam, sim, eu sabia que isso estava para acontecer e a notícia chegou como um tsunami me devastando por inteira. Como eu deixaria meus amados filhos, Olívia, Lorena, Liam e a pequena Alice? Como ficaria a pequena Vida que está sendo gerada em mim? Como eu deixaria meus amigos, meus familiares e o meu amor? Mas que tipo de bruxa eu seria se não encarasse a morte com toda a minha coragem e lealdade? De fato, eu não tenho outra opção e se tivesse não a escolheria. Eu aceito, aceito a dar minha vida pela vida de todos que amo. Por todos vocês. Eu não tive muitas coisas na vida, mas eu tive o que muitas pessoas passam a vida toda procurando, a sorte de amores verdadeiros.

Antes de assumir a Direção da Lufa-Lufa, minha amada casa, eu dirigi o Hospital St. Mungus por três anos, assim que saí da academia universitária de bruxaria. Durante esses três anos eu presenciei muitas coisas, tanto boas quanto ruins, a esperança, a desesperança, o amor, a raiva, a angustia e até a solidão. As pessoas procuram a área da saúde quando elas estão fragilizadas, quando precisam ser cuidadas com amor e carinho. Depois de mim Moroni, meu amigo e primo assumiu a direção, ele continuou um belíssimo trabalho. Hoje não é diferente com a diretora Lottie, que inclusive foi uma grande amiga, cuidou do meu marido com muita dedicação em momentos de crise. Eu vi os três lados do hospital, o lado de médica, de paciente (quando dei a luz aos meus filhos) e o lado de familiar, enquanto Luch esteve doente. Dos três lados, eu obviamente sofri muito em posição de familiar, pois eu pedia todos os dias para que as forças do universo cuidassem do meu marido, porque eu não poderia ver o mundo sem Luch, ele sempre foi parte de mim, ele sou eu e eu sou ele. Moramos um no outro. Então, eu ficava em frente à fonte do St. Mungus jogando moedas – pois para quem não sabe, as moedas são usadas para fazer uma festa natalina para as crianças no fim do ano -, enquanto sentia minhas esperanças serem renovadas.

Com isso, deixo sobre a responsabilidade da atual diretora do Mungus uma caixa, essa caixa está enfeitiçada e contém todos os meus galeões. Meu único desejo e tudo que eu posso deixar para todos é a esperança de dias melhores. Para cada galeão retirado da caixa, mais dois tomarão seu lugar. Essa caixa ficará em frente a fonte que tanto me deu força e é a força que eu desejo para cada um que tocá-la, para cada moeda retirada e que irá de encontro a água. O mundo meus caros, é feito de simplicidade.

Eu não quero que isso seja uma despedida, isso não é uma despedida. Eu estarei do outro lado preparando o jardim para vocês, porque todos nós vamos nos reencontrar. Portanto, sem choros, não quero ninguém chorando pelo meu corpo, eu quero é bolhas de sabão, sorrisos e lembranças de momentos bons. Hoje é um dia especialmente feliz para mim, e eu quero que seja para vocês também, se eu estivesse por aí, eu estaria sorrindo, acalmando encrencas e abraçando a todos, mas principalmente, eu estaria lançando bolhas de sabão para todos os cantos. Então bruxos, ergam suas varinhas, esse é o início da eternidade, olhem para o céu, eu estou aqui. Olhem para dentro, eu estou em vossos corações.



Eu amo vocês,

Da texuga mais encrenqueira de todos os tempos,

Juliana Cancheski Collin Drac...
"



          Terminei de ler a carta e a dobrei novamente, limpando qualquer rastro de lágrimas dos olhos e sorrindo. Coloquei a carta debaixo do braço e puxei uma salva de palmas para a minha esposa por um minuto. Assim que as palmas foram cessando e se encerraram, retirei a caixa que estava próxima do túmulo e entreguei para a diretora do Hospital St. Mungus. Me aproximei da cova, ficando próximo da borda com a minha varinha em mãos, que apontei para o caixão de Juliana e o movi, com um feitiço não-verbal, lentamente pelo ar até baixá-lo lentamente pela cova a pouco cavada. Algumas pessoas jogavam flores ou pertences dentro do túmulo até eu finalmente chegar ao fundo. Minha mão tremia, então esperei até o término das homenagens para retirar algo do bolso do paletó e segurar em minhas mãos, olhando para o caixão - Estávamos lutando por algo e não será isso que vai impedir nossos sentimentos de serem reais. Ju, meu amor, você continuará dentro do meu coração e dentro dos meus planos por um mundo melhor. Até mais, meu amor... Prepare o terreno para a minha chegada, quando for a minha hora. - E então trouxe mais à tona o objeto, aparentemente era a Varinha das Varinhas, a tão aclamada e procurada Varinha de Sabugueiro, que como se fosse absolutamente nada, a joguei dentro do túmulo, me deslocando até uma pá cravada no chão e pegando um primeiro punhado da terra retirada e devolvendo à cova. Minha expressão era de serenidade, mas minhas mãos estavam trêmulas e eu precisava fazer muita força no cabo da pá, para não tremer. Devolvi a ferramenta ao chão e os elfos domésticos presentes continuaram o serviço, até não sobrar mais qualquer visão do caixão e por fim, não sobrava qualquer sinal do túmulo, com exceção de uma grande área com terra removida e sem neve a cobrindo. Apontei então a varinha para alguns blocos de pedra grandes mais distantes do local e os trouxe até o túmulo, formando um verdadeiro ornamento grandioso, onde se lia - "Aqui jaz Juliana Cancheski Collin Drac, uma lufana guerreira, uma apanhadora magnífica, uma mãe dedicada e uma esposa e amiga mais que apaixonada.  *1997 - †2036" - Com isso dava por finalizado o enterro de Juliana, restando apenas dar uma satisfação aos jornalistas presentes. Me aproximei dos que estavam ali, dando atenção principalmente ao rapaz que me fez algumas perguntas no início desta tarde:

          - Sim, como você havia perguntando... Juliana, minha esposa e ex-diretora de uma de nossas casas foi assassinada no interior do Castelo de Hogwarts. É inegável o fato, apesar das seguranças estarem sendo reforçadas pelo Ministério graças ao Torneio Tribruxo há um assassino entre todos os presentes e infelizmente não sabemos quem é. Devido ao aumento do número de pessoas por aqui, fica difícil acusar alguém, mas eu posso dizer que confio em meus alunos e funcionários. Eles não assassinariam a minha esposa, a mãe dos meus filhos que veem ao meu lado durante tantos anos. Na verdade, não vejo o perfil verdadeiramente criminoso em nenhum de meus alunos, até os mais rebeldes ou com passados e filiações duvidosas merecem o meu respeito e confiança. - E respirei profundamente, antes de continuar respondendo algo que de certa forma me fazia muito mal, mas era necessário ser dito - Bem, eu não posso associar diretamente à Lady Saphira esta morte, mas é bem provável que tenha relação sim. Eu aproveito então este momento para dizer que a morte de minha esposa foi um marco na luta contra as Trevas, pois nossos planos estão ameaçadoramente próximos de se concretizarem e é quando o rato está acuado que ele mais tenta lutar desesperadamente. Hoje eu digo que o legado da Irmandade está com os dias contados. Não é uma previsão, não é uma promessa, é apenas uma constatação. - E olhando para uma câmera que tirava fotos de mim em minhas respostas, disse como se estivesse olhando para a própria Lady - Há algum tempo, eu Luch Cancheski Drac, estive amaldiçoado e minha filha Lorena foi sequestrada. Para sobreviver e dar mais dias de vida à ela, fiz coisas perigosas, mas não me arrependo. Hoje tenho minha vida em minhas mãos, sob controle. A Varinha das Varinhas de Saphira estava sim em minha posse e agora está enterrada juntamente de minha esposa, como uma representação da Queda das Trevas. É o fim, nada poderá ser feito. Inclusive, entrei com um pedido de adiamento da última prova do Tribruxo, mas ele acontecerá, afinal é um grande evento que não pode ficar sem uma conclusão. Em exato um mês, todo o Mundo Bruxo poderá e deverá se reunir aqui para festejarmos a vitória do bem contra o mal. Estarei esperando vocês, TODOS vocês por aqui comigo. E por hoje, é só. - Terminei de dizer, me retirando e evitando perguntas, indo para próximo da minha família e de meus amigos. Havia muito o que ser explicado para eles e questionamentos a se responder. Estava encerrado o enterro.


att@ sa!
Luch Cancheski Drac
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Re: A Árvore do Passado

Mensagem por Lottie Griffonwood em Seg 01 Jun 2015, 00:04

Em memória de Juliana
just close your eyes

Luch estava sereno, estava calmo, mas eu posso imaginar quantas lágrimas não escorreram pelo seu rosto após a morte de Juliana, mas como era de se esperar, ele estava inteiro, pelo menos aparentemente, pois todos sabemos ou imaginamos como é difícil lidar com a perda. Um jovem mulher se aproximou e parou ao meu lado, soltando um comentário um tanto quando desnecessário. Eu já não estava com expressão de bons amigos e Kyla soube como me deixar amarga de uma hora para outra. Louis que acabara de chegar a repreendera enquanto eu gentilmente levantei minha mão e agarrei seu braço magrelo o apertando, mas com delicadeza. - Desculpa Sr. Drac, minha irmã tem passado por momentos difíceis. - Luch cumprimentou a todos e se retirou da mesma forma com que chegou, tranquilo. Virei-me para Kyla apertando com mais força e a puxando para mais perto. - Tá ficando maluca, Kyla? Você é a atual responsável representante do Ministério da Magia em Hogwarts, como pode perder a postura? Se comporte, você não é criança. - A repreendi passando a mão pelo braço do meu marido e caminhando em direção das cadeiras dispostas para a leitura do testamento. - Kyla está impossível, amor. - Sussurrei sentando e colocando as mãos em cima das pernas. - Obrigada por ter vindo. - Agradeci ao meu marido pela companhia. Ficamos em silêncio observando o local. 


Os familiares estavam dispostos quando Luch tomou o centro do local e retirou um pergaminho, era o testamento. Quando Luch começou a ler, meu olhos começaram a inundar, mas eu me segurava para não chorar, pois recusava-me a ser egoísta para pensar em minha dor quando nas suas últimas palavras, era nos outros que ela pensava. Então ela passou a falar do Hospital St. Mungus, fechei os olhos e deixei as palavras pousarem em meu ouvido, mas eu conseguia imaginar a voz dela desferindo todas as informações. Sim, definitivamente o hospital é procurado num momento de fragilidade, portanto o trabalho de humanização deve ser cada vez maior. A equipe do Mungus é extremamente abençoada e eu agradeço muito por estar na direção do hospital e exercer o meu trabalho da melhor maneira. Confesso que foi um pouco difícil, pois era uma Griffonwood, depois de dois Collin's. Eis que Juliana com o seu grande coração nos surpreendeu. Toda sua herança seria deixada para as pessoas que com esperança precisasse. Minha boca abriu um sorriso genuíno enquanto as lágrimas começaram a escorrer pela minha bochecha. "Esperança de dias melhores...", sim, a Ju era a esperança de dias melhores. Levantei recebendo a caixa dourada das mãos de Luch e agradecendo com um abraço, nós ganhamos um presente, nós ganhamos um pedaço da Ju que nunca foi embora do hospital, mas que agora estaria ainda mais forte. Louis me deu um abraço e secou minhas lágrimas, aplicou-me um beijo no rosto. Quando pensei que as surpresas haviam acabado, Luch joga uma varinha dentro do túmulo, cheguei até a achar que era a varinha de Juliana, mas ao falar para a impressa, o viúvo fala sobre a varinha das varinhas que estava sobre a sua posse, agora estava junto com o corpo da sua amada. Arregalei os olhos, não acreditei que Luch havia feito isso, iriam no mínimo violar o túmulo da ex diretora da Lufa-Lufa, mais cedo ou mais tarde e talvez isso fosse o que despertaria em Luch o tipo de mini demônio que todos nós temos. - Obrigada, meu amigo. - Balbuciei para Luch, sem sair som dos lábios. Sorri ainda um pouco tristonha, olhando para a homenagem feita a Juliana. Kyla se aproximou e junto com meu marido e minha irmã, saio do local.


Off: Lottie, Louis e Kyla saem do local.

 
thanks juuub's @ cp!  

Lottie Griffonwood
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Cargo : Médica Bruxa


Varinha : Bétula, corda de coração de dragão, 26 cm - Rígida


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Re: A Árvore do Passado

Mensagem por Olivia C. Collin Drac em Seg 01 Jun 2015, 01:03



E tudo aconteceu muito rápido, Jujuba estava nos braços de Liam que foi conversar com ela sobre a nossa mãe e então Lorena se aproximou com uma mulher loira alta, bonita, idêntica a minha mãe. Senti um aperto no peito que não consegui suportar e novamente as lágrimas surgiram. Abracei Lorena, nosso abraço foi terno e infinito, perder uma mãe é algo que eu jamais imaginei, eu jamais imaginei que a Sra. Drac não estaria entre nós, mas e perder uma gêmea? E se fosse Lorena. Apertei ainda mais minha irmã contra o meu corpo e depois deslizei minhas mãos pelas suas sussurrando que a amava. Olhei para tia Gabi, perto de Luch e depois para o chão. O mundo não era mais o mesmo, ele já não tinha a mesma cor. Quando olhei para o lado, vi uma sombra, alguém que exibia um sorriso e mandava um beijo, era Dionísio. Segurei a minha vontade incontrolável de correr até o homem e falar que sim, agora sim eu tinha motivo para vingar o mundo, que agora eu entendia o que ele queria me falar, que agora eu queria ver todos aos meus pés, porque o mundo já não tinha mais o direito de ser feliz. Meus pensamentos foram interrompidos quando Alice veio correndo em nossa direção, ela era pequena, mas já não era tão pequena assim, logo logo Alice estaria em Hogwarts, mas por enquanto eu não sabia o que seria dela, nem de nós. Ela se jogou nos meus braços e eu a acolhi com todo o meu amor, eu não entendia como em alguns momentos era tão fácil esquecer a pessoa que me tornei. - Pequena, estaremos todos juntos. - Sussurrei com um longo suspiro, eu não podia simplesmente prometer que voltaria para casa, pois lá não é o meu lugar.

Levantei e olhei para cima, em poucos segundo Lucas estava entre nós, eu não conseguia entender como as coisas podiam acontecer tão rápido. Nas mãos de Lucas haviam alguns envelopes, estes foram entregues para mim e meus irmãos. Olhei para o pergaminho e depois para o garoto, ele evitou meus olhos o tempo todo, Lucas sabia de algo. Liam foi o primeiro a abrir a carta e eu fiz logo em seguida. 

A CARTA:

Olivia, a garotinha que traria alivio. Sabe, embora infelizmente tenha se afastado entendo seus motivos, nunca tive a oportunidade de ser franca com você, e isso foi um erro. Olivia, assim como eu você já foi uma garota completamente doce até conhecer a verdadeira maldade do mundo, assim como você já tive duvidas de quem eu era e o que estava fazendo, se estava fazendo bem ou se estava fazendo mal, e como você me cansei de viver em um molde pra ser perfeita aos olhos dos outros, e me transformei em alguém que não era a mim mesma, já pensei que ser boa não era uma das minhas habilidade, mais sabe, o tempo têm todas as respostas. Querida, quero que saiba o quanto me orgulho de você e o quanto amo você, por todos os carinhos e pelo prazer de ser sua mãe, e me colocando em seu lugar sei que agora sua cabeça deve estar uma confusão. Quero que você seja você mesma, não deixe ninguém mudar o seu verdadeiro eu, seja bom ou ruim, terei orgulho de você e de todos os seus irmãos, porque foram a melhor coisa que aconteceu em minha vida, e graças a vocês e ao seu pai, posso dizer que fui a mulher mais feliz do mundo, e vocês são a minha marca no mundo, minha obra prima mais perfeita, pois são frutos de um amor, que apenas vocês têm o poder sentir novamente.


Ps. Sempre que tocar nesse pingente recordará de algo bom que já vivemos, meu bem, encantei o pingente. Foi uma forma que achei de estar junto com vocês para sempre e que não se sintam sozinhos. O símbolo é uma balança, para que não se esqueçam de procurar sempre pelo equilíbrio. Te amo demais. (O pingente está na caixa com o Lucas, peçam a ela).


Eu não chorei, todas as suas palavras contribuíram para que um sorriso pairasse em meus lábios, os olhos marejados eram de saudade e de gratidão, minha mãe era uma mulher maravilhosa e sabia exatamente do que precisávamos, sempre. Ela sempre foi assim. Ela me perdoou, eu sei. eu sei também que ela sempre me apoiaria, não enquanto estivesse fazendo o mal para as pessoas, a menos que tivesse um propósito e que essas pessoas também fossem ruins, não? Olhei para Lucas enquanto colocava a carta junto ao peito. - Lucas, ela disse que tinha algo na caixa. - Então, o garoto retirou da caixa um colar. O colar era de prata e tinha um medalhão como pingente, não demorei e coloquei o mesmo em meu pescoço. Não toquei no medalhão, as suas lembranças estavam frescas em minha mente e eu preferia guardar para os momento em que eu não pudesse pensar por mim mesma.

Luch se aproximou e com palavras singelas abraçou cada um dos seus filhos, juntando a mim e Liam no mesmo abraço. Será que ele sabia o perigo que representávamos? Sim, Luch sabia e era exatamente por esse motivo que não deveria ter nos abraçado no mesmo abraço. Meu olhar cruzou com o de Liam e nós dois sabíamos o que fazer. As pessoas começaram a falar mais baixo quando o meu pai tomou o seu lugar. Eu estava de mãos dadas com Alice que estava encolhida junto a mim. Era um momento especialmente difícil, mas seria ainda pior ter que prosseguir depois. O testamento da minha mãe não poderia ter sido diferente. Ela deixou a todos o seu amor, a sua coragem e a sua lealdade. Seu bem material, ela deixou para aqueles que realmente precisariam no momento em que tivessem perdido a esperança. Sorri novamente, essa mulher foi incrível e pensou em cada detalhe, eu espero profundamente ser tão incrível quanto momi poderosa foi. Quando Luch começou a se mobilizar eu fiquei de joelhos no chão colocando a minha varinha nas mãos de Alice, ela também sabia o quanto momi poderosa gostava de bolhas de sabão, bem como todas as pessoas que a conhecia. - Alice, vamos voar? Mamãe gostava muito de voar. Eu deixo você soltar bolhas com a minha varinha. É exatamente como você fez mais cedo, pequena. - Sorri enquanto entusiasmada Alice agarrava a minha varinha com força. Corri para perto da árvore e subi em minha vassoura voando pela propriedade como um avião, até chegar na pequena Alice. Coloquei ela na vassoura comigo e a segurei com força, aos poucos fomos ficando longe do chão e sobrevoávamos enquanto Alice gritava o feitiço apontando a varinha para cima. - Maaaaaãe, que a sua liberdade seja repleta de bolhas de sabão. BUUUUUUUUUUUBLEES! - Dizia gritando sem a varinha, mas vendo todas as bolhas se espalharem pelo lugar. Era realmente único e especial compartilhar aquele momento com Alice, agora eu iria cuidar da minha irmã, ou melhor, das minhas irmãs, assim como mamãe cuidou de nós.

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Re: A Árvore do Passado

Mensagem por Laís Loremarie H. Schulz em Seg 01 Jun 2015, 01:04



Abri um sorriso quando Alí começou a ficar curiosa sobre minha religião. Não medi esforços e comecei a explicar tudo o que sabia. - Tem um versículo na bíblia que diz "No princípio criou Deus os céus e a terra" nós acreditamos que Deus criou o próprio tempo e o universo. Existem muitos questionamentos sobre esse assunto, mas os que creem Nele se contentam apenas com a ideia de que Ele existe e ponto. Sobre o inferno é mais demorado de explicar, mas podemos conversar mais na comunal sobre isso se você quiser. - Por fim, suspirei, olhando para Alí enquanto ela explicava sobre o Cook. Ela brincou um pouco com ele e o me devolveu. - Bidú, fica aqui. - Disse colocando ele dentro do bolso. - A bebê é muito bonita... - Disse, ficando quieta em seguida.

Luch havia começado a falar. O testamento da tia Ju foi muito emocionante. Ela era bondosa e demonstrou isso com sua atitude. Abri um sorriso, sentia orgulho por pertencer a mesma casa que ela e acredito que Helga também. Depois que Luch foi falar com os jornalistas, cutuquei Alí. - Vou ali, Alí. - E sai de minha cadeira, indo até o tumulo da diretora Jujuba. - Titia, eu não te conhecia muito bem e não sei se a senhora era religiosa, mas... - E abri a bíblia, procurando uma passagem bonita para falar para ela e comecei a ler. - Para tudo há uma ocasião certa; há um tempo certo para cada propósito debaixo do céu: Tempo de nascer e tempo de morrer, tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou, tempo de matar e tempo de curar, tempo de derrubar e tempo de construir, tempo de chorar e tempo de rir, tempo de prantear e tempo de dançar, tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntá-las, tempo de abraçar e tempo de se conter, tempo de procurar e tempo de desistir, tempo de guardar e tempo de jogar fora, tempo de rasgar e tempo de costurar, tempo de calar e tempo de falar, tempo de amar e tempo de odiar, tempo de lutar e tempo de viver em paz. - Respirei fundo. - Deus cuidará muito bem de você, Jujuba. Nos vemos quando minha hora chegar. - E me virei para Alí, fazendo um bico.

- Não gosto muito de enterros. É triste enterrar alguém, mas as pessoas que amamos sempre estarão perto de nós de um jeito ou de outro. - E abri um sorriso, olhando para os lados, pois sabia que Juliana estava em paz.
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Re: A Árvore do Passado

Mensagem por Alícia Adalberon em Seg 01 Jun 2015, 01:42

Liam me entregou a pequena Juliana novamente e a peguei nos braços, agora adormecida, sorri e voltei a olhar para Lalá, que parecia contente pelo meu interesse sobre a religião trouxa, muitos bruxos tinham preconceito, mas eu sempre fui bem tranquila, ouvia e respeitava, mesmo não acreditando, os nascidos trouxas traziam sua cultura e tínhamos que respeitá-los, até mesmo aprender com eles, Lalá e Gio eram ótimos amigos, mesmo eu sentindo que uma hora iria segurar vela pros dois também, sou o cupido mal amado, todos a minha volta são felizes junto a alguém que ama e eu seguro a vela. Aquele Deus que ela me falava, deveria ser o deus supremo da sua religião, mas me deixava bem curiosa, ele havia criado tudo?Literalmente tudo?Não conseguia entender aquilo, mas queria tentar compreender a linha de pensamento deles.

Meus deuses... Que coisa confusa... —Comento e rio, assenti animada. —Pode ser Lalá, vou adorar ouvir mais. —Falo assentindo, estava curiosa e ansiosa, mesmo que preocupada com outras coisas, seria bom relaxar um pouco e aprender mais sobre coisas do mundo trouxa, já que mal tínhamos contato com ele.

Luch começou a falar o testamento de Juliana, eu ouvia atentamente as palavras dele, parecia extremamente abalado e certamente engolia o choro para terminar, a minha diretora havia sido uma pessoa extremamente boa, era até estranho imaginar que pessoas como ela existiam, as boas pessoas sempre iam mais cedo, pois precisavam descansar e não mereciam o mundo, o mundo é um lugar horrível para pessoas horríveis... Respirei fundo e balancei a minha cabeça devagar, voltando ao mundo, Luch estava falando com os repórteres e engoli seco, Lalá pediu licença e foi deixar sua mensagem, eu olhei para Juliana Gabriela mexendo em meus braços e sorri, a segurei com cuidado com um braço só e peguei minha varinha.

Bubbles!—As bolhas de sabão começaram a sair da minha varinha, eu ri sozinha, eram tão belas, a pequena Juliana também parecia encantada com as bolhas coloridas, os olhos de Luch e a boca de Juliana, Lalá logo voltou e comentou algo sobre não gostar de enterros e assenti. —Eu também não gosto, mas logo estaremos todos juntos novamente Lalá... —Suspirei e olhei para o céu, haviam bolhas por toda parte, mordi o lábio e olhei para ela, mas algo puxou a minha blusa e no mesmo instante olhei para baixo e vi uma garotinha minuscula com cabelos longos e belos, derreti no mesmo segundo, crianças eram o meu ponto fraco, ela se apresentou como Alice e elogiou meu cabelo, por fim perguntou se poderia levar a pequena Juliana ou "maçãzinha" com ela chamava, já que era filha do Luch e sabia que a pequena logo iria com seus outros irmãos, assenti, dando um sorriso imenso. —Olá Alice, sou Alícia!Obrigado, amei o seu cabelo também.—Ri e entreguei a bebê para irmã e dei um beijo de leve na testa da bebê e toquei de leve os longos cabelos de Alice. —Cuidado Alice, a gente se vê... —Me despedi e vi a garotinha indo com seus irmãos, suspirei e olhei para Lalá.  —Acho melhor irmos agora... —Falei, Lalá logo concordou e fomos para a comunal da Lufa-Lufa, enquanto ela voltava no assunto em que estávamos antes.

Alícia e Laís saíram do local.
Descanse em paz Juliana o_/ºoºoº
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Re: A Árvore do Passado

Mensagem por Alice C. Collin Drac em Seg 01 Jun 2015, 02:35


Somewhere Over The Rainbow

Os cabelos de Alice dançavam ao vento, assim como as palavras que flutuavam em sua mente. A pequena garotinha abaixou a cabeça, ouvindo atentamente tudo que o pai dizia. Fechou lentamente os olhos e, quando os abriu, viu novamente a imagem de sua mãe no local. Queria que os irmãos conseguissem perceber, mas ela sabia que eles não veriam. Respirou fundo, umedeceu os lábios e virou o rosto para Olivia. Ficou animada e feliz com o convite da irmã, pois jamais tinha voado, ainda mais ao lado de uma pessoa que amava tanto. Segurou a varinha de Olivia com força, deixando um sorriso brotar em seus lábios e a observou montando na vassoura e vindo em sua direção. Fechou os olhos, abrindo a boca e depois cerrando os dentes. Ela estava no céu ao lado da irmã, voando como um pássaro em liberdade. Gargalhou ao ver as bolhas caindo sobre seu rosto, depois olhou para o chão e desfez o sorriso.
- É... muito alto. Uou. - levou uma das mãos até o rosto e fechou os olhos. Os dedos começaram a se abrir lentamente, assim como os olhos da pequena Alice. Ela percebeu que não iria cair, estava segura ao lado de Olivia. Sentiu o vento bater em seu rosto, os cabeços esvoaçarem e as voltou a observar as bolhas. Ainda com a varinha de Olivia em sua mão, apontou para cima e exclamou. - BUBBBBLEESSS! - arregalou os olhos, respirou fundo e apontou novamente a varinha para frente, mas a sua mão que estava vazia, também. - Bubbles!- mordiscou os lábios, observando a grande quantidade de bolhas de sabão que se espalhavam com o vento. - Mamãe, você sempre será vista quando olharmos para o arco-íris. Sempre contará as melhores histórias quando eu abrir o meu livro, e eu o mostrarei para a Lagartinha, ela também te ouvirá contando histórias, mamãe. - fechou os olhos, permitindo que as lágrimas caíssem. Esboçou um leve sorriso, virou o rosto para trás e olhou para Olivia. - E a senhora sempre estará aqui quando eu olhar para a Olivia. - abaixou a cabeça e suspirou.
Olivia e Alice começaram a descer lentamente, logo chegando ao chão. A pequenina olhou fixamente para a irmã, devolveu sua varinha e apertou a mão de Olivia, entrelaçando seus pequenos dedos aos dela.
Talvez você não volte para casa, mas quero um dia poder te visitar na sua nova casa. Eu não sei onde nós ficaremos agora. - franziu o cenho e sussurrou. - Espero que na tia Gabi, eu tenho medo da tia Lilly. - inchou as bochechas, logo sorrindo. - Acho que começo a estudar no próximo ano. Não sei para onde vou. Você é amarelinha, como o Sir Yellow. Se bem que eu podia ter nomeado de Sir Coelho. Liam e Lorena são verdinhos. O papai e a mamãe também eram amarelinhos. Eu sou incolor.
Abraçou Olivia com força, fechou os olhos e depois a levou para perto de Lorena e Luch. Alice se aproximou lentamente de Liam, abraçando o garoto por trás. Fechou os olhos, apertando o irmão com toda força que tinha, depois fez cócegas no mesmo.
- Meu limão, meu limoeiro, meu pézinho de jacarandá. Seja lá o que for jacarandá, eu nem sei o que é isso. Limão, vem, vem.
Levou Liam até os outros, respirou fundo e depois se aproximou de Alícia. Puxou a blusa da lufana, esboçou um largo sorriso e olhou para a bebê em seu colo.
-Oie, eu sou a Alice. Seu cabelo é lindo, me lembrou as chamas. Posso levar a minha Maçãzinha? É que ela é meio vermelha, por ser neném. Sinto cheiro de gato. - inchou as bochechas e depois soltou o ar. Alice pegou a pequena Juliana Gabriela lentamente em seus braços, segurando com firmeza. Ela tinha forças, afinal, era uma garota de dez anos. Olhou fixamente para o bebê e sorriu enquanto caminhava até Luch.
- Vamos pintar assim, as rosas cor de carmim. É bom pintar, é bom passar a tinta até o fim. Nós pintamos aassssiiim... As rosas cor de carmim! - cantarolava bem baixinho, apenas para que o bebê pudesse ouvir. Fez careta o olhar para o pai, até que ele percebesse que ela estava com o bebê no colo. Logo o homem pegou a pequena Juliana em seus braços, a aconchegando com carinho. Alice respirou fundo, virou de costas e caminhou até Lorena. Segurou ambas as mãos da sonserina, depois soltou uma das mãos e puxou Liam, colocando ambos ao lado de Luch. Correu até Olivia, segurando suas mãos, a levando para o mesmo lugar. Colocou um ao lado do outro e depois ficou de frente para eles.
- Eu só queria dizer que amo todos vocês. Lolo, Limão, Oliva, papai urso, e Lagartinha. Na verdade ela parece uma maçãzinha. Mas posso chamar de JG, ou de Juliela. Ah, deixa pra lá. Eu amo vocês, e amo a tia Gabi. Também gosto daquele moço estranho que eu sempre esqueço que é meu tio. Amo a tia Lilly, mesmo que ela me dê medo e eu não a veja muito. - virou-se para o lado, esticou a mão como se existisse alguém do seu lado. Entrelaçou os dedos com o vazio aos olhos de todos, mas para Alice, aqueles eram os dedos de sua mãe. Olhou para cima, balançou a cabeça positivamente e sorriu. -E eu te amo, mamãe. - continuou com o braço esticado, mas logo percebeu que ela não estava mais lá. Aproximou-se de seus irmãos e pai, abraçando todos de uma vez, mas com cuidado para não machucar o bebê. Liam, Lorena, Olivia, Luch, Juliana Gabriela e Alice caminharam para longe do tumulto, deixando alguns amigos e familiares no local, enquanto eles saiam de perto da árvore do passado. Alice virou o rosto para trás e sussurrou. Até logo, mamãe.
Liam, Lorena, Olivia, Luch, Juliana Gabriela e Alice saíram do local.

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Re: A Árvore do Passado

Mensagem por Lucian Linsenbröder em Seg 01 Jun 2015, 09:47


Não foi o mundo que piorou, as coberturas jornalísticas...

A sutileza de Luch, mesmo em tal momento impressionava Lucian. Voltou-se para um lugar assistindo o enterro. Não se importava muito com isso, apenas com algo que poderia atingir-lhe de alguma forma. Esperava a leitura do testamento de Juliana, já que aquilo poderia ser interessante de alguma forma. Com a pena a postos, começou a ouvir com detalhes tudo.

A carta era interessante, porém não era uma grande surpresa. Lembrava-se vagamente da mulher em Saint Mungus, e esse pouco era o suficiente. Juliana havia sido uma boa mulher na medida do possível. Logo Luch respondeu a pergunta que Lucian havia feito. Logo começou a anotar rapidamente.

-Então Hogwarts não é tão segura quanto todos pensavam? Interessante.

Disse, enquanto andava de volta ao portão, pensando. Alguém estava matando os outros em Hogwarts, e com certeza não era seu filho. Talvez Avalon tivesse relação com essas mortes? Não, sem dúvidas que não, se não ele com certeza saberia disso. Lucian guardou a pena e o bloco de volta no casaco.

Saindo de Hogwarts, Lucian aparatou de volta para a sede do Profeta Diário. Lucian saiu do local.
...é que melhoraram muito.

Esse é meu post de número {02}. O tempo está {-}, e estou usando {-}, estou falando com {-}. Estou postando {monte}. E agradeço a Lari ? por esse template.
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Re: A Árvore do Passado

Mensagem por Lorena C. Collin Drac em Seg 01 Jun 2015, 16:31

Peguei a pequena que logo soube que se chamava Juliana Gabriela. Olhei para aquele pequeno ser e aninhei em meus braços. Que coisa mais divina. Minha pequena irmãzinha. Devolvi-a para outro colo e quando a soltei a pequena Alice veio para meu colo e apertando meu pescoço: – Minha monstrinha mais linda, minha princesa monstrinha. – Apertei-a contra meu peito enquanto ela me sufocava com seu abraço. Melhores abraços: – Eu também amo muito você. A Lolo sempre vai estar aqui. Lolo protege você, você protege a Juju. – Olhei para meus irmãos e sorri. Estávamos unidos como minha mãe sempre desejou.
 
Olho para a carta que enche meus olhos de lágrimas, mas não eram mais lágrimas de tristeza. Eram lágrimas de saudades, de amor. Meu pai se aproximou e eu não pude conter que mais delas caíssem, ele estava certo e eu estava errada. Engoli o choro e beijei-lhe a face: – Obrigada, papai. Não faz ideia do quanto isso significa para mim. Eu amo você. – me afastei e tentei limpar o rosto. Olhei para Lucas: – Lucas, ela disse que me deixou algo de presente. – não queria deixar claro e nem revelar as palavras que ela me disse, porque eu era egoísta o suficiente para não querer compartilhar suas palavras e desejava que elas fossem minhas, só minhas  e para sempre minhas. Eis meu lado sonserino.
 
Lucas se aproximou e me entregou uma corrente com um pingente em formato de balança. Era para eu buscar meu equilíbrio. Ah, era tão difícil eu encontra-lo. Contudo, pela minha mãe eu o buscaria até do outro lado do mundo. Pendurei-o junto ao meu colar enfeitiçado com uma porção de terra. Sorri, mais uma vez, quando Olivia sobrevoava o ambiente e jogava bolhas de sabão. Enquanto isso eu me aproximei e coloquei um lírio, aquele que carreguei desde antes, sobre suas mãos. – A pureza, para um coração puro como o seu, mamãe. Que alguns podiam enxergar e outros conseguiam entrar. Que a sua eternidade seja divina e eu sei que de qualquer modo você sempre estará comigo. Eu espero um dia ser metade do que a senhora foi e é. Eu te amo, te amo para sempre. – e foi a primeira e a última vez que eu vi o corpo de minha mãe. Confesso que deixei um pouco de terra ali. Para que eu pudesse cuidar do lírio mesmo que distante, sempre mantendo a terra.
 
Abraço meus irmãos e sorri. Agora seríamos um por todos e todos por um. Pego a pequena Juliana Gabriela em meus braços e saio dali. Sou seguida por minha tia Gabi e meu tio Enzo.

Saem Gabriela e Enzo dali também (off: a Alice já postou minha saída e eu queria fazer esse último adeus.)
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Re: A Árvore do Passado

Mensagem por Lucas von Lich. Collin em Seg 08 Jun 2015, 21:45



Após entregar todos os bilhetes e escutar a leitura do testamento de Juliana pela voz de Luch, esperei o local se esvaziar um pouco. Pensativo com cada palavra que Luch havia dito juntamente com as coisas que sabia e duvidava, fiquei encarando o caixão por um tempo, caminhando até ele em seguida enquanto retirava a varinha do bolso. -Uma grande lufana enterrada com um grande objeto.- Mirei a varinha para o topo das pedras e então conjurando um circulo de flores brancas e amarelas amarradas em um laço preto e amarelo com o brasão da Lufa-Lufa estampado nas pontas.


Virei os olhos para as pessoas conversando e se retirando do local, para a floresta onde passavam alguns vultos, e para o céu onde alguns pássaros voavam provavelmente para o sul, já que era época de inverno. -Você fez uma escolha, Mãe...- Observava os pássaros pretos que pousavam em alguns galhos. -E eu fiz a minha, apesar de que não considero que seja uma escolha que a senhora concorde.- "Corvos", pensava encarando as aves da mesma forma que elas me encaravam, com curiosidade. -Uma mãe não desejaria isso para seus filhos...- Cochichei voltando a olhar para as pedras que formavam o tumulo. -Bubbles- Conjurei as bolhas de sabão com um sorriso leve no rosto. Por dentro eu estava triste, havia perdido uma professora e mãe, é inevitável, mas por fora eu esta demonstrando felicidade, mesmo que fraca pois era isso que ela desejava.


Guardei a varinha no bolso e, junto a caixa, caminhei até o morrinho, descendo-o e entrando no castelo. Saio do local.
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Re: A Árvore do Passado

Mensagem por Caitlin Q'B. Linsenbröder em Qua 24 Jun 2015, 02:00


Era incrível como em apenas um piscar de olhos a minha vida tivesse dado um giro de trezentos e sessenta graus, mas eu estava feliz, e era isso o que importava. Não era por Leon ou por Avalon, mas sim por mim mesma, a única pessoa com a qual eu ainda me importava. Eu mesma. Suspirei enquanto sentia meus pés tocarem a terra molhada. A ideia de andar em círculos em volta da maldita arvore do passado era pra recuperar a minha calma interior já que a demora de Leon estava me fazendo perda-la aos poucos. Havíamos marcado de nos encontrar as uma hora, e agora, a julgar pela intensidade da lua já se passavam das duas horas. Deslizei os dedos entre os lábios, sujando-os com o batom vermelho-sangue. Leon já estava me fazendo esperar demais, eu faria o serviço sem sua ajuda.
Os passos apressados ainda estavam distantes, mas eu podia ouvi-los aproximando-se junto ao cheiro de sangue que vinha embalado pela brisa do ar. – Fez um lanchinho no meio do caminho, querida?- Não fiz questão, muito menos me daria o trabalho de me virar para enxergar o rosto de Leon. – Odeio atrasos – Bufei, andando entre os túmulos enquanto procurava o motivo de estarmos ali. Não era nada pessoal, mas o jogo com mortos me parece mais divertido quando... Parei de frente ao tumulo, não havia sido de difícil de encontrar, simples até. Peguei a inchada que Leon me estendia e dei inicio ao cavamento.  A força do meu lado licantropo me ajudava em partes, assim como a força vampiresca de Leon a ajudava, então o nosso trabalho havia sido menos cansativo. Enfim já era possível ver a madeira do caixão mais um pouco e já o via por completo.  Em movimentos rápidos e ágeis nos amarramos o caixão e o trouxemos para cima, colocando-o sobre a grama. Peguei a varinha e a apontei na direção da fechadura do caixão – Cistem Aperio! – Leon o abriu e finalmente podíamos ver o rosto da querida e adorável, na vida e na morte, Juliana Cancheski . A famosa diretora da lufa-lufa que havia morrido há pouco tempo. Eu não a conhecia muito bem, uma pena, mas aquele rostinho dela... Tão lindo e tão pálido, sem cor, sem vida. Sorri de meu próprio pensamento. Aproximei-me mais do corpo, deslizando a ponta do dedo por seu rosto e descendo mais e mais até chegar a suas mãos, ambas entrelaçadas, e ao lado delas estava lá: A suposta varinha das varinhas. O tal objeto poderoso que qualquer um que quisesse poder sonharia em ter, mas algo naquilo tudo me parecia estranho muito estranho. Luch, Juliana e a varinha. Uma história trágica e mal contada.  – Juliana, Juliana... – Fitei seu rosto morto – Quero que saiba que não é nada pessoal, Diretora, muito longe disso, mas existem causas na vida que nos fazem tomar decisões boas ou ruins... Eu faço o que me favorece. Eu ouvi dizer que era uma boa pessoa enquanto viva talvez seja por isso que a deixaram com você, mas... – Peguei a varinha, tirando-a de suas mãos – Você está morta, então creio que... – Gargalhei – A varinha ficara segura comigo. - Aproximei-me de seu ouvido e sussurrei – Eu prometo. – Rodopiei a varinha entre os dedos enquanto matinha o sorriso sarcástico nos lábios – E antes que eu me esqueça... – Puxei alguns fios de seu cabelo e entreguei a Leon, ela sabia o que fazer. 


Postagens atemporais, pausadas e bloqueadas entre Leon e Caitlin Q'B. Linsenbröder. Interrupções de terceiros bobocas e enxeridos serão ignoradas. Beijos de luz.
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Re: A Árvore do Passado

Mensagem por Leon Q'B. Linsenbröder em Qua 24 Jun 2015, 02:00










Estar na compania de Cait estava se tornando frequente de mais para o meu gosto. Naquela manhã, havia recebido um recado da ruiva falando para me encontrar próximo a árvore do passado, local onde a professora da lufa lufa havia sido enterrada. Não era estranho Cait marcar encontro ali, o senso de humor da gêmea era algo triste, mas fazia sentido a julgar que os alunos passaram a evitar o lugar. O fato de ter pedido que eu levasse alguns materiais em específico foi o que realmente me chamou a atenção. Tive que passar na cabana do guarda caças para poder pegar o que ela havia pedido. Inchada, Pá e corda.
"Será que ela matou alguém e quer minha ajuda pra enterrar ? " pensava, enquanto saía da cabana. Mesmo o horário marcado sendo uma hora, decidi dar um pulo na floresta para poder me alimentar, aquela fome estava me matando, infelizmente não literalmente. 
Algo muito estranho estava acontecendo por lá, os animais que frequentemente eram achados com facilidade estavam mais ariscos e escondidos. Levei um certo tempo para conseguir capturar um animal de porte médio, o sangue dele descia quente por minha garganta, e embora eu odiasse o sabor de sangue de animal, sangue é sangue e em casos de necessidade não se pode reclamar. 
Quando deixei o corpo do animal sem vida no chão, notei que algumas partes da minha roupa estavam manchadas de sangue. 
- Foda-se - dei de ombros e segui correndo para o local marcado. 
Suspirei ao escutar as palavras de Cait e revirei os olhos. 
- Era a animação de te encontrar - falei sarcásticamente, enquanto a acompanhava. 
- Porque pediu para que eu trouxesse isso ? Sabe que deu um trabalho horrível roubar isso da cabana do guarda caças ? - falei de forma sarcastica, afinal, ela sabia que não havia sido trabalhoso de forma alguma roubar aquelas inchada e pá. 
Olhei para o túmulo onde ela havia parado de frente e não pude acreditar no que estava lendo. Aquela maldita lobisomen era mesmo ousada. 
Deixei uma risada escapar por meus lábios enquanto ajudava ela a cavar. 
- Mesma a ideia da poção sendo minha, não imaginei que você escolheria ela. - Se nós fossemos duas garotas comuns, com certeza aquilo teria levado horas, mas não, não éramos nem um pouco comum. Minha força vampirica e a força de lobisomen dela, mesmo sem a transformação ajudaram e muito, e em pouco tempo já estavamos observando o caixão no final do buraco. 
Tirei a mochila e tirei de dentro as cordas que também estavam na cabana do guarda caças. 
- 1, 2, 3 - contei, enquanto fazíamos força para puxar o caixão para cima. 
Eu havia escutado comentários sobre o que poderia ter dentro do caixão, mas siceramente, aquilo não me interessava nem um pouco. Me afastei enquanto Caitlin se aproximava a ex diretora e falava com ela, pegando  uma varinha e em seguida fios de cabelo da mulher. 
Peguei os fios de cabelo que Cait havia tirado de Juliana e os guardei em um vidrinho, agora só faltava um para poder o plano estar completo. 
Enterramos Juliana pela segunda vez, o que era uma coisa bem engraçada já que ela havia ficado conhecida como uma mulher que sobreviveu a morte sei lá quantas vezes. Deixei uma risada baixa sair por meus lábios enquanto esse pensamento rondava minha mente e olhei para Cait assim que terminamos de enterra-la. 
Peguei os materias que havia levado e andei na direção da cabana do guarda caças, para devolver os materiais. 
- Até mais - falei, enquanto andávamos em direções opostas e saíamos do local.




Leon Q'B. Linsenbröder
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Re: A Árvore do Passado

Mensagem por Caitlin Q'B. Linsenbröder em Qua 24 Jun 2015, 02:02


 




– Foi um prazer revê-la, Diretora.  – Depois que Leon fechou o caixão nos o colocamos de volta no buraco, cobrindo-o com a terra. Juliana havia sido enterrada pela segunda vez. Leon e eu trocamos olhares por um breve tempo e nos despedimos, não para sempre, mas até a hora certa chegar. – Nos vemos por aí, irmã. - E em direções opostas nós duas deixamos o local.




Off: Postagens finalizadas.
Caitlin Q'B. Linsenbröder
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Re: A Árvore do Passado

Mensagem por A Pena Mágica em Qua 24 Jun 2015, 15:09



Problemas da Outra Vida



Caitlin e Leon se aproximaram do alto do Monte da Árvore do Passado com um desejo em mente, violar o túmulo da falecida Diretora Juliana. No horário combinado as duas se depararam com uma enorme pedra trabalhada que cobria perfeitamente a região do túmulo e pensaram em uma forma de chegar ao caixão. Cavando ao redor da pedra, elas tiveram certa dificuldade, mas chegaram ao seu objetivo. Estava ali uma Varinha das Varinhas abandonada sobre o caixão já carcomido de madeira, em meio a toda terra e o próprio caixão. As meninas o afastaram de toda a Terra, tomando cuidado para que tudo não desabasse em cima delas e com um feitiço simples, estouraram a caixa do invólucro sepulcral. Para a surpresa das duas meninas, o caixão não possuía corpo algum. Apenas areia preenchendo o caixão acima da metade de sua altura. Sem entender nada, elas apenas conjecturaram o que poderia estar acontecendo. Luch enganou a todos e até seus próprios filhos fingindo ter enterrado a sua esposa ou aconteceu algo depois disso tudo? Enfim, Caitlin se aproximou da Varinha das Varinhas e a guardou junto de si.

OBSERVAÇÃO:

> Podem postar pelo menos uma postagem reagindo à narração.





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Re: A Árvore do Passado

Mensagem por Diogo von Lichtenstein em Qui 02 Jul 2015, 01:42



Mais uma vez nós dois


Desaparatei no lugar mais próximo possível do Castelo de Hogwarts com apenas um desejo, encontrar com Samantha. Fazia quase um ano que não nos encontrávamos e eu não me aguentava mais de saudades. Assim que li a sua mensagem através dos pergaminhos encantados eu saí do lugar onde estava e fui para Hogwarts, ou melhor, para a Árvore do Passado, que ficava perto de Hogwarts. O lugar estava deserto e a única coisa visível era a grande árvore de frutos estranhos e prateados, além de um grande tronco visível a distância. Desde a última vez que vi a Sam, eu quase morri pelo menos duas vezes, além de ter sido sequestrado por uma das professoras desta mesma escola. Enquanto isso, em Hogwarts, aconteciam inúmeros assassinatos e ataques que colocavam a vida de Samantha em risco. O destino estava ameaçador para nós dois e era melhor nos vermos antes que tudo esquentasse ainda mais. Mal podia me conter de alegria, mas também de muita ansiedade, porque ela não estava aqui e a Sam não costumava se atrasar, será que ela vem mesmo? Enfim, bastava apenas esperar que esse grande momento chegasse, enquanto isso lançava um feitiço para fazer um presente - "Conjurius Army" - E em minhas mãos surgiu um objeto que guardei no bolso da calça, em um lugar bem seguro.

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Re: A Árvore do Passado

Mensagem por Samantha C. Hoffman em Qui 02 Jul 2015, 17:52


Reencontro
na árvore do passado.


 
Muito tempo já havia se passado desde que encontrei Diogo pessoalmente pela ultima vez. A saudade era grande e a ansiedade fazia meu coração palpitar incansavelmente. Vesti um vestido de  seda bem leve de cor azul claro, amarrei os cabelos em um rabo de cavalo, deixando alguns fios um pouco mais soltos. Sentia um pouco de receio de alguém acabar avistando Diogo e o prendendo, mas a saudade já era tanta, que não pude deixar de enviar a carta para ele, dizendo que ou nos encontraríamos hoje ou ele nunca mais me veria. Eu entendia que a vida dele deveria estar sendo horrível, ainda mais depois que sua foto saiu no profeta diário diversas vezes, mas se eu não fizesse pressão, nós nunca iríamos nos encontrar.

Fui andando lentamente até a arvore do passado, de propósito mesmo. Para que ele ficasse lá esperando por um bom tempo, como vingança ao dia do baile em que ele me deixou plantada e sozinha no lago negro. Assim que cheguei, já deveria ter se passado uns quarenta minutos desde a hora marcada. Abri um largo sorriso enquanto observava ele de longe. Lá estava o meu Diogo. Sua aparência havia mudado muito desde quando éramos jovens, mas era possível ver de longe que ainda era o mesmo de antes. Me aproximei, calada e com um enorme sorriso. Não pude deixar de abraça-lo. Abracei bem forte mesmo, tanto que pude sentir seu coração batendo em seu peito. Passei uma das mãos atrás de sua cabeça, acariciando seus cabelos e confesso que tive de me segurar para não chorar. 

A cada despedida eu morro por dentro. Mas a cada reencontro eu me sinto no céu. — Disse me afastando e o encarando. Levei as mãos até seus ombros e fui descendo com a palma de minhas mãos pelos seus braços e logo depois subi, segurando seu pescoço. — Não acredito que você esta vivo e inteiro! — Dizia aliviada por estar falando aquilo. Com a mania de sempre, mordi o lábio inferior. — Já pode começar dizendo tudo o que ocorreu contigo...



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Re: A Árvore do Passado

Mensagem por Diogo von Lichtenstein em Sex 03 Jul 2015, 09:13



Mais uma vez nós dois


       Eu já devia estar esperando por cerca de quarenta minutos e minhas mãos estavam suadas de nervosismo. Será que alguma coisa aconteceu com Samantha que a impediu de vir me ver? O Ministério talvez teria interceptado a nossas mensagens e tudo isso seria na verdade uma armadilha para me pegarem? Bem, eu não teria medo de seguir em frente agora. Não recuaria diante da chance de nos reencontrarmos depois de tanto tempo. Me sentei no gramado, recostando no tronco da árvore e rodando a minha própria varinha entre os dedos, em uma brincadeira solitária para passar o tempo. Olhei para cima, avistando um daqueles frutos prateados brilhando de encontro aos primeiros raios de Sol que despontavam no horizonte. Era engraçado como esses frutos faziam um barulho de sino quando a brisa passava por eles, lembrava enfeites de casas, tanto trouxas como bruxas. Deixei minha cabeça encostar também na árvore, inclinando meu pescoço levemente para trás e fechei os olhos. Nesse momento permiti que as lembranças invadissem minha mente. Lembranças de tempos muito mais puros e inocentes, tempos que foram manchados de sangue por uma guerra que parece nunca acabar. As boas lembranças foram se transformando em Trevas, principalmente no dia em que vi quase toda a minha família assassinada diante dos meus olhos, o dia que por muito pouco escapamos de Hogwarts com vida. O último dia da minha adolescência em que vi Sam, quando tivemos que nos separar e só a reencontraria muitos anos depois, após termos vivido vidas tão diferentes. 

       Forcei minha mente para apagar as lembranças e voltei para a realidade um pouco conturbada e enevoada, observando os terrenos de Hogwarts e uma figura turva se aproximando ao longe, se transformando cada vez mais em uma pessoa, nítida e com cores... Era Sam, que independente do tempo que passasse continuava sempre linda, sempre incrível. Abri um largo sorriso e me levantei apressado, limpando o gramado de minha roupa e dando passos lentos em sua direção, que ficavam mais rápidos conforme nos aproximávamos. Quando nos encontramos, senti finalmente o seu abraço e o seu calor que me faziam falta há muito tempo. A sensação de proteção, de estar em casa, de ser amado. Algo raro e valioso na vida de alguém cuja vida foi praticamente destruída. Por bastante tempo apenas o encontro de nossos corpos foi o suficiente, sem palavras ou perguntas, apenas gestos de amor e carinho. Sam se afastou dizendo o quanto estava aliviada e feliz em me ver, me tocando como se eu fosse um fantasma e ela buscasse realidade em mim. Sorri, abaixando levemente a cabeça e depois a encarando. - Tenho muito para te contar... Vamos sentar um pouco. -  E segurei a sua mão, trazendo-a para a base da árvore, onde nos sentamos e pude ficar abraçado a ela. Sinceramente não queria mais largá-la, nunca mais... Comecei explicando tudo o que aconteceu desde a nossa última despedida em Veneza, há praticamente um ano atrás. - Sam, desde que nos separamos eu continuei pesquisando sobre aquele símbolo antigo que te falei... Eu descobri que normalmente tem um cunho religioso, mas em muitos significados trata de renovação, de perpetuação da vida. Em alguns casos fala de algo divino, de alguma trindade, mas enfim... Parece realmente uma assinatura que algum bruxo anda dando em suas criações... - Dizia retirando um pedaço de papel de alguns jornais, que citavam o aparecimento de algumas criaturas estranhas por todo mundo e também outros retalhos que tratavam de ataques recentes de criaturas mágicas a lugares antes não povoados por elas... 

       Acho que estamos em uma espécie de revolução das criaturas, incentivada pelas Trevas. Isso pode não se resolver simplesmente derrotando a Lady, entende? Os animais mágicos não vão voltar atrás agora... - E então deixei todos os papeis com ela, dobrando as pernas e me virando para Samantha, enquanto falava. Observei que ao longe tinha um túmulo pertencente a antiga diretora da Lufa-Lufa - Eu também segui algumas pistas sobre os comensais que nos sequestraram e acabei encontrando um dos responsáveis numa Caverna no interior... Comensais, Ministério e pessoas normais estavam lá para resolver o problema de uma Criatura aterrorizante chamada Nundu. Você é inteligente Sam, com certeza lembra das aulas de Trato das Criaturas Mágicas sobre ele. Enfim, ele devastou quase uma centena de pessoas, mas felizmente foi morto graças a um belo trabalho em equipe. Foi lá que conheci melhor o Diretor Grhal, coordenador da Corvinal, certo? Ele lembrou de mim da época da escola, apesar de sermos bem mais novos. Depois de escaparmos com vida acabei sequestrado pela professora Wolfthorn. Blake Wolfthorn, estou usando inclusive as roupas do filho dela, Peter. - Dizia puxando as roupas e olhando para elas - Mas enfim... Tudo está resolvido agora para o meu lado, mas conte-me mais sobre o que você andou vivendo aqui... - E dizia com seriedade enquanto observava novamente o túmulo de Juliana - ...As coisas não parecem nada boas e seguras por aqui... 

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Re: A Árvore do Passado

Mensagem por Matt Yamamoto em Seg 19 Out 2015, 19:03



As coisas não andavam fáceis para a Corvinal, um bom aluno estaria se matando na biblioteca ou chorando pela casa, tentando ajudar em tudo o que podia, mas ele nunca foi um bom aluno, mesmo sendo da casa que estava, suas notas não eram as melhores e ele não fazia a mínima questão de fazer isso mudar, sua vida estava ótima como estava, tudo tranquilo e sem ninguém para incomoda-lo, estava nas nuvens.

Andou até a árvore do passado, estava com um livro embaixo do braço, o uniforme da Corvinal todo mal arrumado, era clara a expressão de tédio em seu rosto, o rapaz se sentou embaixo da árvore, sentindo a doce brisa e ouvindo as folhas se chacoalharem e algumas caindo aos seus pés, era tudo calmo e agradável, ao contrário do que andava sendo dentro do castelo, as pessoas evitavam ir até a árvore do passado, mas Matt gostava dela, ao contrário de muitos, a árvore não lhe trazia nenhuma lembrança ruim, o seu passado não lhe incomodava.

Sentia falta de Dominique, seus olhos castanhos e ela tinha uma pele legal, sentia falta de quando tinha alguém para conversar, sem que essa pessoa não o irritasse ou falasse sobre o quão a Corvinal estava caindo, evitava o máximo ir até a comunal, a diretora Jasmine estava bufando com todos os alunos, até mesmo a monitora não saia ilesa disso.

Abriu os botões da blusa do uniforme e deixou a gravata em volta do pescoço, colocou o seu óculos quadrado, ele era preto e meio feio, mas ele raramente usava o mesmo, seus cabelos compridos estavam presos, abriu o livro e tentou se concentrar na história, mas era impossível, deixou o livro junto com as outras coisas e se levantou, andou um pouco pelo local e encontrou um tumulo, sua primeira reação foi apenas de surpresa, ai se lembrou que a antiga diretora da Lufa-Lufa estava enterrada ali.

Fala aí tia, precisa se preocupar não, sua casa está em boas mãos, mesmo que o tio Luch esteja meio paranoico. —Comenta girando um dedo ao lado de sua cabeça, mas logo bufou e se levantou, voltando para  seu lugar e olhando para o horizonte. —Eu que estou ficando paranoico...

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Re: A Árvore do Passado

Mensagem por Dominique Fournier em Seg 19 Out 2015, 19:31

No dia anterior havia acontecido um jogão daqueles entre Corvinal e Grifinória, e como esperado todos os alunos da casa dos Leões estavam nas arquibancadas torcendo, gritando, cantando, rindo para o time e não havia sido diferente comigo que estava com roupas representando bem para quem estava torcendo e com um chapéu de Leão na cabeça. Confesso que durante a partida não tive tempo para pensar em Matt e muito menos procura-lo entre as pessoas, o mesmo só apareceu em minha mente ao término de tudo.
O jogo em si foi bem tenso e durou quase dois dias, mas foi tão emocionante que eu gravaria aquele dia em mim para sempre. Infelizmente a maioria não queria comemorar e eu teria que fazê-lo sozinha. Como era de dia dificilmente a nossa monitora e melhor goleira achar ia-me perambulando por aí com uma garrafa de bebida alcoólica em mãos. E um dos lugares perfeitos para ficar sozinha era a árvore do passado, um local temido por muitos, mas não por mim que sequer tinha medo de algo do meu passado... A não ser que.... Sim, eu lembrei dos dias em que morei no Japão e Matt infernizou a minha vida, aquele cara de pastel de olhos puxados adorava me encher quando menina e isso traumatizou-me por completo.
Afastei aqueles devaneios e sentei um pouco afastada da árvore e ali mesmo enchi a cara, bebi como se não houvesse amanhã e comemorei sozinha a grande vitória da Grifinória, mesmo que fosse o terceiro lugar, sentia que aquele ano iríamos bem mais além. Com o tempo meus olhos foram fechando-se não sei se por sono ou ressaca adiantada, mas dormi ali mesmo naquela grama fofinha.
“Eu que estou ficando paranoico”
Essa frase se repetiu em minha mente repetidamente enquanto acordava para o mundo outra vez. Não sabia dizer quanto tempo passei ali, mas foi tempo o suficiente para acordar com a cabeça doendo e um grande enjoo por estar de ressaca. E mais uma vez aquela maldita frase foi repetida em minha mente e dessa vez um pouco mais alto, provocando em meu rosto uma careta nada agradável. – Dá para calar a maldita boca, pô. – Gritei e segurei minha cabeça, deitando de lado no chão. – Ai, ai...
 
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Re: A Árvore do Passado

Mensagem por Matt Yamamoto em Seg 19 Out 2015, 21:25



Para a ironia do destino, uma voz que ele provavelmente reconheceria até dormindo, forçou-se a levantar-se, a sua preguiça era grande demais pra fazê-lo arrumar o seu uniforme, deu uma pequena volta na árvore e encontrou Dominique deitada na grama, parecia péssima, provavelmente havia passado a noite inteira bebendo após o jogo, Matt revirou os olhos e cobriu o sol, fazendo uma sombra na parte do rosto dela.

Ai não está parecendo nem um pouco agradável, DomDom, quer que eu te carregue até sua comunal?—Pergunta de uma forma debochada no final, um sorriso bobo surgiu nos lábios do rapaz, deu de ombros e se sentou ao lado dela, deixando-se escorregar pelo tronco da árvore e encostar sua cabeça na mesma, fechando os olhos por um segundo, soltou um suspirou.

Abriu um dos olhos e olhou para a garota, que parecia incomodada, não só com a presença dele ali, mas também com o que ele havia falado, isso tudo somava com a possível ressaca dela, ele revirou os olhos e a puxou sem nem precisar usar muita força, a virou e a deixou deitada em cima de sua coxa, deveria ser um pouco mais confortável que o chão, aproveitando um pouco mais da situação, começou a acariciar os fios de cabelo dela com cuidado.

Acho que alguém passou dos limites ontem. —Riu baixo. —Minha casa estava precisando disso, um pequeno choque de realidade, estamos perdidos... —Faz uma pequena careta, tentando não olhar para ela, mesmo que quisesse muito, mas tinha medo de olhar e acabar apanhando.—Faz tempo que não nos vemos, como vai?Tirando a ressaca, é claro, devo admitir que você está com uma cara péssima.


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Re: A Árvore do Passado

Mensagem por The Flying Dutchman em Dom 08 Nov 2015, 19:59

WITCH WORLD CHALLENGE
O Tabuleiro de Jogo

REGRAS DO JOGO:

 

O jogo consiste em um tabuleiro dividido em 64 casas com seis possíveis cores diferentes: Amarelo, Verde, Azul, Vermelho, Branco e Roxo, representando as quatro casas de Hogwarts, mais a cor neutra sendo branca e a cor das propriedades especiais sendo a roxa, sempre nessa ordem de repetição. Para andar pelo tabuleiro será necessário simplesmente jogar um dado D5 a cada rodada. Nas casas brancas haverá “Ordens” que deverão ser seguidas, por exemplo ordenando que escolha um dos adversários para avançar ou recuar um certo número de casas. Nas casas convencionais com as quatro cores das casas de Hogwarts haverá o “roubo” de pontos. Cada jogador começará com 100 pontos e quando cair na casa de um dos seus inimigos “roubará” 10 pontos deles (o roubo é sempre 5 de cada membro da casa. Se só tiver um, é apenas 5 pontos perdidos) e adicionará aos seus, assim como se cair na mesma cor de sua casa, “roubará” 5 pontos de outro membro da sua própria equipe, adicionando aos seus pontos. Se durante a partida um dos jogadores ficar sem pontos, estará fora do jogo. Vence quem conseguir acumular 250 pontos primeiro. No final da partida, o quadro de pontos final representará os pontos que serão adicionados para cada casa de Hogwarts.


Ainda existem as quatro casas roxas, que representam as localidades mais importantes do Mundo Bruxo: Hogwarts, Ministério da Magia, Gringotes e Azkaban. Com um certo número de pontos você pode dominar estas localidades e utilizar de sua função especial ao seu favor, mas para isso precisa cair exatamente na casa roxa para negociar a compra. Quando a localidade está sob o domínio de alguém é impossível transpô-la sem ter que parar no lugar e ficar sob seu efeito. As especialidades de cada uma delas são:


- Hogwarts (20 pontos): Apesar da imponência milenar do Castelo de Hogwarts esta é uma das propriedades mais baratas de serem adquiridas. Como aqui o principal objetivo é ensinar todos podem sair vitoriosos, mas para isso precisam provar o conhecimento. O jogador que adquirir essa propriedade tem o direito de impor um pedágio para quem quiser ultrapassar esta casa na forma de uma pergunta, contanto que a pergunta tenha alguma relação com a Saga de Harry Potter. Se o adversário responder corretamente poderá terminar de andar as casas que precisa, mas se errar fica parado e de detenção em Hogwarts por 1 rodada, além de perder 5 pontos para o dono da propriedade antes de continuar a viagem. A cada pessoa que consegue ultrapassar, a força do domínio do prédio perde 10 pontos de energia, de um total de 50.


- Ministério da Magia (30 pontos): O Ministério da Magia é o local responsável pelas maiores decisões do Mundo Bruxo, assim como a forma que nós bruxos devemos nos relacionar com trouxas. Alguns o reconhecem pela palavra “administração”, mas algumas pessoas preferem lembra-los pelo termo “regulação”. Não sabemos se o Ministério está surtado ou tem algum motivo secreto para tal, mas agora eles estão cobrando um pedágio para cada pessoa que quiser voar sobre o espaço aéreo deste país no valor de 10 galeões, que vão diretamente para a conta da pessoa que estiver dominando o lugar. Você pode se recusar a pagar, mas terá que recuar a quantidade de casas que ainda faltam para andar. Se você cair exatamente na casa do Ministério da Magia pode simplesmente sacrificar 2 rodadas, tendo tempo suficiente de usar um feitiço de invisibilidade para atravessar sem pagar. A cada pessoa que consegue ultrapassar, a força do domínio do prédio perde 10 pontos de energia, de um total de 50.


- Azkaban (40 pontos): A grande prisão do Mundo Bruxo, localizada nos confins do oceano em um lugar não-mapeado. A história conta que esta fortaleza já foi o lar de um poderoso feiticeiro, que depois de derrotado teve seu Castelo confiscado em nome do Ministério da Magia. Se você acha que pode sair voando por aí e atravessar Azkaban está muito enganado... Ao tentar ultrapassar uma Azkaban sob nova direção você acabará preso e precisará desembolsar 15 pontos para comprar sua liberdade dos guardas corruptos. Caso não queira pagar, você poderá sacrificar 3 rodadas enquanto planeja a Grande Fuga. A cada pessoa que consegue ultrapassar, a força do domínio do prédio perde 10 pontos de energia, de um total de 50.


- Gringotes (50 pontos): Por último, e com certeza não menos importante, temos o luxuoso Banco Gringotes. Aqui os duendes foram soberanos por anos, mas obviamente nenhum Império é eterno e isso chegou ao fim. Por 50 pontos é possível ser o novo Banqueiro no mundo e com isso dominar a movimentação de pontos no tabuleiro. Quem for o dono do Gringotes garante para si um lucro de 5 pontos automaticamente por rodada e faz com que os jogadores inimigos que tentem atravessar caiam em um redemoinho de dívidas que só permitirão a passagem mediante um pagamento de 20 pontos. Quem não quiser gastar tantos pontos para pagar uma dívida que nem sabia que existia, pode gastar 4 rodadas para negociar suas contas e arranjar um acordo para não pagar nada. A cada pessoa que consegue ultrapassar, a força do domínio do prédio perde 10 pontos de energia, de um total de 50.

CASAS BRANCAS:

5 - Escolha um jogador adversário para te passar 5 pontos.
10 - Fica parado por uma rodada.
15 - Escolha um jogador adversário para tirar 5 pontos e outro, com exceção de você, para ganhar os mesmos 5 pontos.
21 - Todos perdem 20 pontos.
26 - Ande o mesmo número de casas que a rodada anterior como uma movimentação extra.
31 - Escolha um jogador adversário para voltar o mesmo número de casas que você avançou nessa rodada.
37 - Escolha um adversário para ficar parado por uma rodada.
42 - Todos os jogadores perdem 10 pontos e o montante vai para quem tem menos pontos (repartido em caso de empate)
47 - A próxima rodada será no sentido contrário para você.
53 - Todos os outros jogadores perdem 5 pontos e o montante de pontos vai para você.
58 - Na próxima rodada, todos com exceção de você, andarão no sentido contrário.
63 - Escolha um dos jogadores para ter a próxima rodada no sentido contrário.




@ RPG HOGWARTS MW 2010-2015
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Re: A Árvore do Passado

Mensagem por Elizabeth Gerhadt em Dom 08 Nov 2015, 20:10

...
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Re: A Árvore do Passado

Mensagem por Viktoria Conan Doyle em Dom 08 Nov 2015, 20:10

O membro 'Elizabeth Gerhadt' realizou a seguinte ação: Lançamento de Dados

'[D5] WW Challenge' : 5
Viktoria Conan Doyle
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Varinha : Hm, querendo saber o tamanho da minha varinha, né?


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Re: A Árvore do Passado

Mensagem por Phoebe M. Devereaux em Dom 08 Nov 2015, 20:13

Seja legal q
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Re: A Árvore do Passado

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