Parceiros e Afiliados
RPGs Parceiros
Afiliados em Geral

A Árvore do Passado

Página 4 de 12 Anterior  1, 2, 3, 4, 5 ... 10, 11, 12  Seguinte

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

A Árvore do Passado

Mensagem por A Pena Mágica em Sex 22 Ago 2014, 21:38

Relembrando a primeira mensagem :


PROPRIEDADES DE HOGWARTS

Árvore do Passado



Em um monte nos terrenos de Hogwarts, num local que costumava ser vazio, foi plantada uma árvore, mas não um vegetal qualquer. Ali, no topo do monte existia uma antiga árvore, cuja magia era ainda maior do que a de um Salgueiro Lutador. A árvore era grandiosa, quase assustadora. Possuía longos e grossos galhos e vários cipós que ficavam constantemente pendurados. Seus galhos, apesar do tamanho monstruoso, se moviam de forma calma e serena ao sentir a presença de algum ser vivo, do tamanho que fosse, e respondia balançando de um lado para o outro seus ramos e cipós como a mais leve brisa da manhã.


HOGWARTS MAGIC WORLD


A Pena Mágica
avatar
Cargo : NPC / ADM


Voltar ao Topo Ir em baixo


Re: A Árvore do Passado

Mensagem por Lottie Griffonwood em Sab 30 Maio 2015, 14:00

Em memória de Juliana
just close your eyes

A notícia se espalhou rapidamente, o mundo bruxo sofreu uma perda irreparável, um dos grandes nomes havia finalmente brilhado no céu, Juliana não era somente a ex-diretora do hospital, nem a eterna diretora da lufa-lufa, ela era um mulher que conquistava a todos com a sua personalidade, com o seu sorriso, tenho fortes lembranças de quando a conheci. A notícia chegou até a mim como se uma faca atravessasse em meu peito, não poderia acreditar. E os boatos? Juliana foi mesmo assassinada? A criança estava viva? Será possível que por um milagre a vida que Juliana carregava em seu ventre foi retirada por ela mesma e mesmo assim estava com vida? É, só um amor de mãe pode ser capaz de tanta façanha. 


Com um vestido amarelo, em sua homenagem, encaminhei-me para o seu enterro, recuso-me a vestir preto, pois não é isso que ela merece, o luto são despedidas e mesmo tendo conhecido pouco a mulher que virou rapidamente uma amiga, tinha certeza que ela não iria tão fácil, não era esse tipo de despedida que ela causava. A árvore do passado estava enfeitada, muitas fores brancas e amarelas estavam dispostas no local e a frente da árvore estava o seu... caixão. Outra onde de dor inundou meu peito, mas recusei-me a chorar, não podia desperdiçar nosso último momento juntos, com lágrimas. Ao aproximar-me do caixão, peguei minha varinha e conjurei uma grande coroa de flores amarelas, vermelhas, verdes e azuis, não era isso que Juliana era? A representação dos nossos corações? Com o brasão logo atrás e uma faixa com letras douradas: "Seja eterna, terna Ju...". Apressei-me usando a varina e retirando a tampa do... caixão. Engoli em seco. AS pessoas precisavam a ver pela última vez, mas Luch não deveria saber que um enterros e faz assim. Ele estava atordoado. Ela estava bonita, com um vestido branco e a expressão em paz, parecia que estava sonhando. Em seu peito carregava um colar da grifinória, não precisava ser esperto para adivinhar como ele foi parar ali. Pousei minha mão sobre as suas, sorri com os olhos marejados. - Você está linda, minha amiga. - Afastei-me aos poucos tomando meu lugar, ficaria ali até acabar e não faria menos que isso. Ao olhar para frente, percebi que o Profeta já estava na ativa, tentando calmamente chegar até Luch, balancei a cabeça negativamente e me encaminhei para perto do jornalista. - Sr. Acredito que essa não é uma boa hora, Sr. Drac irá falar mais tarde, então espere para ouvir como todos. Se não puder fazer isso, volte outra hora. - Disse acenando e puxando Sr. Drac delicadamente pelo braço. - Acho que hora serei sua guarda-costas, Luch. - Disse sutilmente.

 
thanks juuub's @ cp!  

Lottie Griffonwood
avatar
Cargo : Médica Bruxa


Varinha : Bétula, corda de coração de dragão, 26 cm - Rígida


Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: A Árvore do Passado

Mensagem por Kyla Griffonwood em Sab 30 Maio 2015, 14:33


Das maiores coisas desnecessárias: um enterro para a diretora da lufa-lufa. Kyla chega no local com um vestido preto e a varinha em mãos, algumas pessoas já rondavam a propriedade de Hogwarts para se despedirem da falecida. A jovem tentava ter empatia o suficiente para não achar aquilo tudo uma grande porcaria, mas não conseguia. As atividades letivas estavam atrasadas e o Torneio também e isso não poderia acontecer, mas foi flexível o suficiente para não atrapalhar o tal evento, que os meros mortais sintam suas dores apodrecidas. Com a postura elegante e a expressão de poucos amigos, Kyla aproximou-se de uma mulher loira e alta que estava perto da árvore, Lottie, sua irmã. Diferente de Kyla, Lottie era uma mulher mais tranquila e serena, mas também não era a mais boa das almas. Parou ao lado da irmã e segurou as mãos em frente ao corpo mordendo sua bochecha por dentro. - Eu não vejo necessidade disso, coisa mais ridícula. - Disse bufando, olhando para a irmã, percebendo ironicamente Luch ao lado. Ergueu uma sobrancelha e soltou um riso sarcástico logo depois se repreendendo teatralmente. - A melhor coisa que Juliana fez nessa vida foi morrer, não? ... Quer dizer... ela "saaalvou Hogwarts..." - Segurou o riso mordendo os lábios enquanto encarava o diretor. - Meus pêsames, Drac... espero que tenha forças para continuar a jornada, ou não - Ficou a encarar o diretor.
Kyla Griffonwood
avatar
Cargo : Ministério da Magia


Varinha : Videira, Pelo de Acromântula, 31 cm, Bastante Flexível


Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: A Árvore do Passado

Mensagem por Madness T. Kathullu em Sab 30 Maio 2015, 15:40



E então chegou o dia do enterro de Juliana. Quando todos iriam se despedir de seu corpo físico. Ele seria enterrado bem ali, na árvore do passado. Era uma boa escolha. Respirei fundo, com algumas rosas brancas nas mãos e me sentei em uma das carteiras, Bragi e Raven ainda não haviam chegado. Para falar a verdade quase nenhum aluno estava ali, somente repórteres desesperados por matérias, indagações desnecessárias e falsidade. Olhei para os lados, ajeitando o sobretudo negro que cobria o uniforme da corvinal. Passei o olhar pela árvore e depois olhei ao redor. Tempos difíceis estavam nos perseguindo. Juliana morta, Joseph preso. Quem seria o próximo? Respirei fundo, colocando a mão próxima ao peito e acariciando. Uma certa angústia me atormentava desde o baile.
Madness T. Kathullu
avatar
Cargo : Fiscalizar a natureza


Varinha : Carvalho, Pelo de Acromântula, 29 cm, Flexível


Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: A Árvore do Passado

Mensagem por Laís Loremarie H. Schulz em Sab 30 Maio 2015, 19:06



Não havia ido ao baile de inverno, mas isso não foi motivo para que eu não ficasse sabendo da morte de nossa diretora. Foi um assassinato brutal e meus conhecidos falaram que foi uma cena horrorosa. A tia Juliana tinha partido, mas deixou no mundo seus cinco filhos, incluindo o bebê que nasceu justo na hora de sua morte. Respirei fundo, caminhando até a árvore do passado. Estava sozinha, não tinha me encontrado com Anni ainda. Debaixo do braço eu carregava uma bíblia. Sabia que os bruxos tinham suas religiões, mas para eu que havia crescido em um orfanato trouxa era difícil acreditar em alguma divindade que não fosse a que os trouxas acreditavam. Achei um bom lugar para ficar, Luch estava desolado e era possível ver em seu rosto o quão triste estava. Ele e a tia Jujuba realmente devem ter tido uma vida muito feliz e eu podia imaginar a sua dor. Eu que nunca tinha conhecido ninguém de minha família sabia o quanto doía perder algo tão próximo de nós, imagina só ele que conviveu anos e anos junto de sua esposa.  
Laís Loremarie H. Schulz
avatar
Cargo : Vigiar o Bidú


Varinha : Faia, Pena de Hipogrifo, 27 cm, Bastante Flexível


Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: A Árvore do Passado

Mensagem por Olivia C. Collin Drac em Sab 30 Maio 2015, 22:15



Meu corpo estremece de todos os lados, não sabia se era o frio ou era a dor. Há meia hora havia saído do chuveiro e estava enrolada em uma toalha sentava no chão do banheiro, o choro não passava a dor também não. Pensar não era o suficiente, lembrar também não e por mais que Liam diga que momi poderosa nunca tenha nos condenado por nossos erros, eu é que não consigo me perdoar. Ela sempre foi o melhor que pôde, a melhor mãe, a melhor amiga, a melhor diretora, a melhor jogadora, minha mãe é lembrada por ter sido sempre a que dava o seu melhor. Meu corpo estava frio enquanto meu cabelo grudava em meu corpo ameaçando atingir-me com chicotadas. Eu não queria abrir os olhos, eu não queria encarar o mundo. As coisas não fazem mais sentido. "Olívia, querida... As coisas na vida não são tão simples quanto pensamos, mas nós podemos melhorar com força de vontade e coragem. Meu amor, não é fácil, mas o que somos ou quem somos verdadeiramente, está aqui." Dizia Juliana colocando a mão no meu peito. 

"TOC TOC TOC", acordei do transe ouvindo alguém bater na porta. Já havia ignorado algumas batidas e continuaria ignorando. "TOC TOC TOC". Eu não queria ter que ver o seu corpo sendo enterrado. Então a porta se abre vagarosamente e eu nem ao menos me mexo, tanto faz. A garota dos cabelos ruivos me encara com olhos arregalados e vem até a mim passando a mão pelo meu braço. - Olívia, você está congelando. - Dizia Alícia enquanto eu olhava para o nada, estava imensa na saudade. - Olívia, eu vou te ajudar. - Meu coração ardia, meus pulmões pareciam receber oxigênio impuro. - Alicia... - Sussurrei sem olhar para ela, mas sentindo as lágrimas escorrerem novamente. Engoli o ar seco e os soluços. - Canta pra mim... Aquela música. - Sussurrei com a voz falha lembrando da música que a garota cantava enquanto eu me jogava no chão para abraçar o corpo da minha mãe.. Olhava para minhas mãos, o sangue dela não estava mais no meu corpo, o sangue dela também havia ido embora. Eu não poderia me perdoar.



Eu não estava com uma roupa especial para essa ocasião, eu vestia o uniforme da Lufa-lufa, o uniforme que minha mãe vestiu por tanto tempo, até mesmo enquanto diretora. A gravata lufana era algo que não nos preocupávamos muito em usar, mas que hoje estava em meu peito destacando o uniforme, bem como um broche em meu peito com o símbolo de Hogwarts. Carregava em minha mão esquerda a vassoura da minha mãe havia me dado de presente. Meus cabelos estavam presos em um rab'o de cavalo, minha pele mais branca do que de costume, meus lábios mais vermelhos do que de costume, eu estava mais fraca do que de costume. Alícia andava silenciosamente ao meu lado até tocar em meu braço. - Olívia... Eu preciso te mostrar algo, ou alguém... - Disse ela virando-se. Fiquei parada olhando para a leve inclinação que havia separando a mim e minha mãe, da onde estávamos dava para ver todas as pessoas, tristes, receosas... Uns estavam preocupados com Hogwarts, quem não estaria? Meus olhos eram metade frios e duros, metade tristes e destrutivos. Ouvi então um barulho estranho, olhei para o lado e Alicia sorria com um bebê no colo. Ela vestia branco e tinha os olhos do meu pai, mas os lábios da minha mãe. Ela se movia bastante para um bebê que acabara de nascer. Uma lágrima escapou novamente dos meus olhos e apertou o meu coração, estava tão preocupada com a minha dor que havia esquecido da... - Como é o nome dela? Meu pai já escolheu? - Pergunto me aproximando e encostando na pequena mãozinha, os dedos da menina se envolveram nos meus dedos, ela agarrou com força e então senti meu mundo seguro novamente. Queria pegá-la no colo, queria abraça-la e prometer que nada aconteceria com ela enquanto eu estivesse viva, mas eu não era a melhor pessoa para fazer isso.


Olivia C. Collin Drac
avatar
Varinha : Cipreste, Pelo de Acromântula, 28 cm, Bastante Flexível


Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: A Árvore do Passado

Mensagem por Alícia Adalberon em Sab 30 Maio 2015, 23:00


Eu não me lembrava o último dia que havia dormido, após deixar a sala do Luch, fui para a comunal e fiquei sentada ali, pensando no além, enquanto Cook brincava com meus cabelos ruivos, eu queria conversar com Gio ou Lucas, mas eles deveriam estar dormindo e eu não queria incomodar, logo seria o enterro da Ju, respirei fundo e me escondi ainda mais embaixo de meus cabelos, eu não estava com coragem para ir, mas iria. Os lufanos saiam aos poucos da comunal, alguns nem apareciam, eu não via Olívia em lugar nenhum e estava preocupada com ela, fui perguntando para todos se tinham visto Olívia e fui até finalmente onde ela estava, bati diversas vezes na porta e nada, estava com medo de ela ter feito alguma coisa, bati mais algumas vezes na porta e nada, suspirei e abri a porta, vi Olívia enrolada numa toalha, tremendo de frio, com os cabelos já secos e despenteados, arregalei os olhos e corri até ela, tocando de leve em seu braço e senti o gelo que ela estava, poderia ficar doente se ficasse mais um pouco daquele jeito.

Olívia, você está congelando. —Falei uma vez, duas, três, ela parecia nem me ouvir, olhava para o nada e aquilo me deixava ainda mais preocupada, passei a mão pelos cabelos loiros dela, ainda meio úmidos. —Olívia, eu vou te ajudar. —Falei e dessa vez, demorou um pouco, mas ela me respondeu, pedindo para eu cantar a música que eu havia cantado para Juliana, assenti e limpei suas lágrimas, e a abraçando de lado. —Por que perder a esperança?—Comecei a cantar, enquanto puxava uma coberta e cobria a loira, sorrindo de leve para ela. —Não é mais que um até logo, não é mais que um breve adeus... Bem cedo junto ao fogo, tornaremos a nos ver... —Cantei e a ajudei a se arrumar para sairmos.

{...}

Me despedi de Olívia e falei para ela me encontrar na árvore do passado, passei para pegar a pequena Juliana, eu tomava todo o cuidado do mundo para segura-lá, ela era tão bonita e delicada, nem parecia de verdade, era tão bom tê-la nos braços, mesmo sabendo que era temporário até alguém tirá-la de lá.

Fui encontrar a loira, a vi de longe usando o uniforme da Lufa-Lufa assim como eu, a única diferença é que eu estava enrolada no cachecol da casa, Olívia parecia sem chão e carregava a vassoura que Ju havia a presenteado, fui até ela e cutuquei de leve o seu braço como podia, disse que queria lhe mostrar alguém e sorri, mostrando a bebê em meus braços, ela pareceu realmente emocionada,  não comentei nada, até que ela perguntou o nome de sua irmãzinha.

É Juliana... Juliana Gabriela. —Respondi Olívia, via o olhar da loira querendo pegar a irmã no colo e engoli seco. —Quer carregá-la?—Pergunto levantando uma sobrancelha, via a pequena segurando o dedo de Olívia com força e me emocionei com a cena, mas logo voltamos a andar para onde estava sendo cavado a cova e engoli seco novamente, vi Lucas e ele se aproximou de mim e de Olívia, ainda parecia um pouco abalado, dei um sorriso e senti algo puxando meus cabelos, ri baixo quando vi a pequena Juliana puxando alguns fios de meu cabelo, liberei uma das mãos e a deixei segurando o meu dedo, olhava em volta e respirei fundo, mantendo o meu olhar um pouco distante.
Alícia Adalberon
avatar
Cargo : Blogueira da Witch Express


Varinha : Freixo, Pelo de Acromântula, 26 cm, Bastante Flexível


Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: A Árvore do Passado

Mensagem por Liam C. Collin Drac em Sab 30 Maio 2015, 23:04

    Sentia como se um trator estivesse passado por cima de mim e de meu coração, nunca mais encontraria um amor tão sincero, nunca mais iria receber um abraço tão quente e tão puro, sabia que nunca mais iria amar alguém com tanta intensidade como amei minha mãe. Sentado em minha cama no dormitório masculino que se encontrava completamente vazio fui mergulhando em um sonho acordado, me encontrava a baixo de uma árvore com as pernas machucadas, e Lorena ao alto rindo, enquanto Olivia tentava me ajudar, Juliana gravida de Alice com a barriga um pouco grande me carregava no colo em direção a uma cadeira, e com sua voz doce e preocupada dizia - Você precisa ter mais cuidado, querido - lançava um sorriso para ela e dizia - Mamãe, você sempre estará pra me proteger, então nada vai acontecer, por isso não tenho medo. - dando uma gargalhada ainda mais alta, quando ela se sentou do meu lado encostando minha cabeça em seu peito - Isso é importante que guarde, sempre estarei com você, ninguém e nada no universo vai poder me separar de vocês. - encostando suas mãos em meu peito - Aqui. Mamãe nunca irá abandonar você, e sempre que achar que está sozinho, estarei lá para te proteger. - e aos poucos as imagens foram ficando borradas, até sumirem completamente de minha vista. Encostei a minhas mãos em meu peito, tentava recordar de seu cheiro, de seu abraço, de sua proteção e não conseguia sentir igual antes, a única coisa que conseguia sentir, e ainda mais forte que nunca era meu amor por ela, e o dela por mim.
    O enterro de minha mãe, a vida era realmente injusta, mãe deveria ser eterna, sabia que um dia iria a perder, porém pensei que me sobraria algum tempo até que isso acontecesse. Me encontrava vestido com o terno que havia ganhado de Juliana para o baile de inverno de Hogwarts, porém sabia que não seria a mesma coisa, se quem eu realmente queria que em notasse não estaria lá. Me levantei da cama e fui andando pelos corredores, com as lagrimas que escorriam do meu rosto sem parar, enquanto os alunos me olhava sem expressão alguma ao rosto. Queria fugir, queria encontrar minha mãe, queria achar um jeito de trazer ela de volta pra mim, não estava pronto pra viver sem ela, não agora, achava injusto ela decidir partir logo agora, sem nem ao menos me dar um ultimo abraço, sem brigar comigo por um última vez, ou me trazer a paz que somente ela conseguia, uma vez mais. Sabia que não merecia ser filho de quem era, sempre fui uma pessoa contraria de minha mãe, sempre fui revoltado, e devo admitir que estava me esquecendo do verdadeiro significado do amor. Juliana foi uma verdadeira mulher, uma verdadeira lufana principalmente, enfrentou sem temer a morte para salvar todos aqueles que ela amava, e a enfrentou, partindo junto com meu coração.
    Ao longe pude ver Olivia, que estava com Alícia e uma bebe no colo, no momento não conseguia entender, como Olivia conseguia sorrir em uma situação como aquela, até me aproxima e em seus olhos ver os olhos de Luch, e a boca de Juliana, Olivia que se encontrava com uma das mãos presa pela criança, sorrio pra mim : - Essa é ... nossa irmã ? - E um sorriso sem graça ao mesmo tempo que as lagrimas voltaram a escorrer sobre meu rosto, quando uma de minha mãos foram presa pela pequena mão da criança, que ao olhar para mim e Olivia, abriu um sorriso de alivio, como se realmente soubesse quem somos. Em um segundo meu coração se encheu de alegria e a voz  de Juliana ecoou em minha cabeça " Prometi que sempre estaria com vocês, e dentro de vocês existe uma parte de mim. Juntos não vão ter o que temer, sempre terão um ao outro " e um em minha garganta um nó foi se tornando e em minha cabeça parece que foi congelada : - Ela será forte, e sua delicadeza nos trará a paz que nossa mãe sempre nos deu em cada palavra, cada toque e cada gesto de carinho. É difícil sabe Liv, porém acho que devemos fazer o que ela faria em nosso lugar. - Tinha noção de que agora, aquela criança iria crescer sem uma mãe, porém não sem o carinho, e sem o amor que nossa mãe a cada segundo de sua vida nos dedicou.
Liam C. Collin Drac
avatar
Cargo : Estudante


Varinha : Cedro, Pelo de Acromântula, 33 cm, Inflexível


Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: A Árvore do Passado

Mensagem por Jack Blankenheim Ryuketsu em Sab 30 Maio 2015, 23:09


A primeira vez que estive em Hogwarts foi a 10 anos... Um dia ante de minha partida para o Japão. Meu avô queria me mostrar um lugar lindo, onde minha mãe havia se formado. Fiquei fascinado com as torres, a magia espalhada por todos os cômodos e cantos, os locais das historias que minha mãe me contava antes de dormir... Visitei todos os espaços que os visitantes tinham acesso, não era época de aula, por isso vi pouquíssimos alunos, todos festejando o natal. Lembro dele mencionar uma grande arvore que sentia nossa presença, mas não cheguei a vê-la.

A segunda vez que estive em Hogwats foi exatamente à noite em que a senhora Cancheski deixou este mundo. Em meu primeiro contato como estudante. Vi pânico, dor, ódio. Mas também vi comoção, amor. Mesmo sem conhecer a diretora lufana senti um estranho aperto em meu peito, talvez por ter associado o fato dela ser professora de poções como o meu pai e como seria se fosse ele ali.

Não havia palavras que eu pudesse dizer, não havia alguém que eu pudesse me aproximar naquela sala tomada pelo sangue. E naquele instante mesmo como um simples observador, percebi a importância da perda. Então decidi usar meus conhecimentos para da minha forma ajudar os que ficaram. Eu irei descobrir o que está havendo. E farei isso do meu jeito.

Caminhei até o diretor Luch, entreguei um origami de um corvo feito em um papel de cor preta selado ao ter seu segredo revelado se abrirá exibindo um desenho da professora, cujos traços eu havia memorizado, junto com tudo o que presenciei naquela noite trágica.
-Sinto muito por sua perda Diretor... Este é um presente meu... Não é muito, mas sei que significará algo... Algo que o senhor certamente irá guardar.-Olho para os filhos dele, cumprimento rapidamente. -Vai ficar tudo bem... Sayonara –Me inclinei em reverencia após alguns instantes então fui me afastando andando para trás com a cabeça levemente abaixada por cerca de dez passos, observando as pessoas ao redor. Certamente o suposto assassino estaria ali ou chegaria ao local, e caso não chegasse, certamente enviaria alguém de sua confiança para obter informações.

Permaneci no local, sentado sob uma arvore próxima, analisando os traços, jeito de se vestir e as expressões de cada um que chegava. Aqueles que falavam com Luch ou seus filhos e aqueles que ficavam distantes.
-Algo vai acontecer aqui... Tudo está relacionado. –penso comigo mesmo. Em seguida usando o: -Currente Calamo.-faço a pena escrever uma pequena canção em meu caderno.


(...) Eu sinto falta de tudo o que perdi
Daquilo que ficou para trás e antes me fazia sorrir
Sei que aqui na terra tudo é passageiro
Nos momentos de desespero, você foi quem cuidou de mim.(...)

 

Jack Blankenheim Ryuketsu
avatar
Varinha : Amieiro, Pena de Fênix, 31 cm, Bastante Flexível


Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: A Árvore do Passado

Mensagem por Olivia C. Collin Drac em Dom 31 Maio 2015, 00:04



Juliana Gabriela, nome composto como o de todos nós, que linda família: Olívia Christina, Lorena Nicolle, Liam Gustavo, Alice Sophia e Juliana Gabriela, o nome da mulher que caminhou como um presente da vida para a morte e reinara no infinito. Juliana Gabriela terá um grande futuro. Sorri para Alicia e balancei a cabeça positivamente, arriscaria em pegar a minha irmãzinha sim, mas antes eu precisava fazer algo. Caminhei com passos lentos até o caixão em que estava minha mãe, ela parecia estar dormindo. Encaixei a minha vassoura ao lado do seu caixão e escorado na árvore, foi a vassoura que ela me presenteou ao ver minhas habilidades no quadribol. Sorri passando a mão em cima da mão dela e me arquei dando um beijo em sua testa, ela estava um pouco gelada. - Mamãe, eu irei sobrevoar esse céu todo quando chegar o momento, é isso que gostaria de estar fazendo, não é? Você amava o céu, você amava voar e sentir o vento... Uma vez me disse que isso era a liberdade. Aqui estou eu, irei buscar hoje, a nossa liberdade. - Sussurrei em seu ouvido dando outro beijo em sua bochecha. Conjurei uma flor amarela e coloquei no meio de suas mãos, ela se destacava em meio ao vestido brando, seu cabelo estava preso com uma fita amarela e preta. 

Caminhei novamente em direção de Alícia e sorri ao ver meu irmão chegar, um sorriso triste misturado com um pouco de ansiedade, ali estava a última obra deixada por Juliana, a nossa irmã. Segurei no tronco de Juliana Gabriela e peguei a envolvendo em meus braços com o maior cuidado do mundo. Ela era tão pequenina, até parecia precisar de proteção, mas na verdade mais parecia nos proteger. - Alicia, muito obrigada. - Disse levemente com um meio sorriso no rosto. - Olha só Liam, que linda ela é... Juliana Gabriela. - Olhei para Liam dando meu dedo novamente para a pequena que o apertava como se fosse a vida dela. Ela puxou meu dedo para a boca e queria colocar dentro da mesma, puxei para baixo soltando um riso. - Não Juju, não pode colocar na boca... É sujo. - Disse olhando para Alicia. - Ela já viu, mamãe? - Peguntei. Achava importante que mesmo pequena ela passasse um tempo perto de mamãe, mesmo que... morta. - Liam... você quer segurá-la? Quer levá-la até lá e contar-lhe o que aconteceu? - Perguntei olhando para meu irmão, eu não queria largar a Juju, mas não poderia ser egoísta. Então senti que aquela criança era a renovação das nossas esperanças e o remédio para a nossa dor.
Olivia C. Collin Drac
avatar
Varinha : Cipreste, Pelo de Acromântula, 28 cm, Bastante Flexível


Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: A Árvore do Passado

Mensagem por Liam C. Collin Drac em Dom 31 Maio 2015, 01:10

    Olivia parecia que tinha o dom de me deixar sem jeito, me entregou Juliana Gabriela no colo, fiquei brincando com ela passando as mãos em sua barriga a fazendo abrir um grande sorriso. Com pouca coragem andei em direção a minha mãe, e lá se encontrava ela, linda como sempre, parecia apenas estar dormindo e era naquilo que eu queria acreditar. Era injusto ter passado " tanto tempo " com minha mãe e a pequena juju não ter tido nem a oportunidade de ouvir sua voz ou sentir seu toque, fui chegando mais  perto colocando a garotinha virada pra frente, que ficou a olhar para a mãe sem fazer nenhum som de oposição, simplesmente com seus olhos penetrantes a fitava, com lagrimas escorrendo ao meu rosto dizia : - Esta é sua mãe ... quer dizer, nossa mãe. Linda não é ? Uma mulher muito corajosa e leal, é uma pena não ter a oportunidade de estar mais tempo com ela pra me ajudar a deixar a Dona Juliana irritada - disse dando um sorriso ao mesmo tempo que as lagrimas iam escorrendo ao meu rosto : - Antes de você nascer eu tive medo, medo de ter que ficar sozinha, medo de algo acontecer com você, só que nossa mãe confiou a mim te proteger, e se ela diz que cuidando de você nada vai acontecer, é porque é verdade não acha ? Te conheço a tão pouco tempo e já sinto um amor tão grande por você, creio que é o melhor presente em que ela poderia nos deixar. Em meio as trevas sempre existe um luz, que é seu caso, nos está dando força a seguir em frente. - fiquei a olhar para Juliana, na esperança de que a qualquer momento ela poderia me acordar e dizer que aquilo não passava de um terrível pesadelo.
    Era horrível ver minha mãe naquela situação, e não sabia se a dor um dia tinha que passar, só que por ela eu tinha que passar por cima de qualquer dor, e cuidar de minhas irmãs como sempre tentei fazer, e como o prometido a minha mãe. Fui me aproximando de Olivia, que parecia um pouco mais feliz na presença de Juliana, e olhava para Olivia enquanto bricava com a bebê - Não queria estar aqui, e não queria que essa fosse minha última visão dela, porém tive medo de me arrepender ... - disse abaixando a cabeça e olhando para o rosto alegre e despreocupado de Juliana Gabriela, que insistia em tentar por os dedos de Olivia na boca.
Liam C. Collin Drac
avatar
Cargo : Estudante


Varinha : Cedro, Pelo de Acromântula, 33 cm, Inflexível


Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: A Árvore do Passado

Mensagem por Lorena C. Collin Drac em Dom 31 Maio 2015, 09:11

Chegou o fatídico dia. Daquele que eu não poderia evitar. Eu ainda não havia visto o corpo da minha mãe sem vida e não pretendia fazê-lo, mas não seria capaz de deixar de ir ao último dia que seu corpo estaria fisicamente presente. Eu não quero companhia. Eu não quero mais nada. Pela primeira vez eu sentia que a felicidade havia sido arrancada de mim, como seu um dementador andasse atrelado ao meu pé e não me deixava de jeito algum. 

Cheguei na árvore do passado quieta e pelas beiradas. Puxei o casacão que cobria meu corpo até que sua gola tapasse minha boca e apenas meus olhos eram vistos. O ambiente era fúnebre e fúnebre. Isso já bastava para que eu não gostasse daquele ambiente. Via Alicia, Olivia e Liam e um pequeno ser em seus braços. Não pude segurar as lágrimas, aquela deveria ser a minha irmã mais nova. Como mamãe conseguiu fazer que tudo desse tempo?
Sentei-me sobre a grama gelada e abracei meus braços, pela primeira vez eu permitia que as lágrimas caíssem. Eu ia sentir muita falta da minha rainha. Como Olivia dizia, Mami Poderosa. Eu sempre quis ser parecida com ela. Me esforcei ao máximo para ter a mesma obstinação que ela e o poder que ela tinha quando estava determinada. Eu sinto mais por não poder ter demonstrado o quanto eu queria isso. Olhei para flor de lírio que estava na minha mão e comecei a acariciar a pétala tentando me acalmar. – Eu sou uma covarde... – sussurrei para mim entre os soluços do meu choro. 

Eu havia dado trabalho para minha mãe. Acho que nós três fomos filhos que fizeram a vida dela se tornar uma montanha-russa. E ela sempre brigava com um sorriso nos lábios. Exceto quando eu me tornava Lorena Nicolle, ai a coisa estava feia e o remédio era baixar a cabeça e escutar o discurso.  Ah, minha mãe, você não faz ideia do quanto vai fazer falta na minha vida. Entre tantos ataques quem vai se enfiar na frente e detonar todos os inimigos como se fosse a coisa mais fácil de fazer? Quando eu vou poder olhar para os teus olhos novamente e ver o meu lar, o ponto seguro e a minha melhor amiga?
Lorena C. Collin Drac
avatar
Varinha : Salgueiro, Pelo de Rabo de Quimera, 27 cm, Inflexível


Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: A Árvore do Passado

Mensagem por Gabi Cancheski Collin em Dom 31 Maio 2015, 09:25

Eu pedi para que Enzo me encontrasse no enterro de Juliana. Coloquei uma roupa branca, porque minha irmã não merecia o preto. Eu ainda me recuperava de sua perda e me sentia a cada dia mais fraca e precisava ser tão esperta quanto ela foi.  Pela via de flú cheguei em Hogwarts.

Fui aproveitando os últimos momentos que passaria lá dentro, agora já não era mais a diretora da Grifinória, contudo a minha vida estava ali, contada pelas pedras daquele castelo. A árvore do passado era um monumento recente comparado à idade da Escola. Ao longe vi um pontinho preto de cabelos loiros ajoelhado perto do local do enterro, como se observasse. Não tinha certeza de quem era. Eu parecia um pato andando e quando tentei andar rápido parecia um boneco de neve em duas pernas. Ao me aproximar percebo que era Lorena. A garota estava em prantos ao longe e só pude a ouvir dizendo que era uma covarde. Toquei seu ombro e olhei séria para ela: – Isso é mentira, Lorena. Eu também não tenho coragem suficiente para ver a terra sendo jogado pelo corpo da minha irmã. – dei minha mão para que ela pudesse se levantar: – Mas você, seus irmãos, seu pai e eu e outras tantas pessoas foram pessoas que sua mãe amou e ela não gostaria de nos ver com tanta dor. É necessário dar adeus e entender que para isso não precisa extinguir a pessoa da sua vida. – tomei-a num abraço e passei a mão pelo cabelo dela: – Nada de pêsames, eu prometo. – a garota que era um poço de felicidade parecia um fio de neve e eu esperava que ajudasse a acender uma chama dentro dela, novamente. Notei, também, que ela carrega um lírio em sua mão. Apenas sorri.

Tomei ela pelo braço e nos aproximamos do local do enterro. Abracei Olivia e Liam: – Eu sei que eu possa ser o último rosto que vocês queiram ver agora. O importante é que vocês lembrem que eu sempre estarei com vocês e a sua mãe também, no lugar mais importante que vocês poderiam guarda-la. Eu amo todos vocês. – abracei também Alicia e fui para perto de Luch: – Como você tem passado Luch? Como está a pequena menina?
Gabi Cancheski Collin
avatar
Cargo : Desempregada, desamparada, dramática.


Varinha : Romeira, Pena de Fênix, 32 cm, Pouco Flexível


Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: A Árvore do Passado

Mensagem por Lorena C. Collin Drac em Dom 31 Maio 2015, 10:00

Meu choro é interrompido por uma voz familiar. Elevei meus olhos e vi que minha tia estava ali. Eu não queria vê-la. Não queria encarar seu rosto tão igual ao da minha mãe. Saber que Matthew e Anitta e as gêmeas que ela esperava ainda teriam ela por perto e eu já não teria mais minha mãe. Respirei fundo e só deixei que mais lágrimas caíssem enquanto ela falava comigo, no fundo ela estava certa, apesar de eu não querer admitir. Ela me abraçou e eu retribuo. E de braços dados fomos para dentro do ambiente onde a cerimonia seria realizada. Ainda relutante em me aproximar e com os olhos inchados termino de ouvi-la e ela vai para perto do meu pai. 

Olho tímida para Olivia e a abraço com força. Puxo Liam para o abraço e tento não machucar a nossa mais nova irmã no meio de um abraço coletivo. – Eu amo vocês. – Há muito tempo não ficávamos juntos. Passei a mão pelo rosto da neném, era tão frágil e tão pequena. – Como é linda, é a carinha de joelho mais linda que eu já vi. - Depois de muito tempo consigo sorrir: – Como ela se chama? – eu estava cheia de perguntas e sentia como se algo renascesse em mim.
Lorena C. Collin Drac
avatar
Varinha : Salgueiro, Pelo de Rabo de Quimera, 27 cm, Inflexível


Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: A Árvore do Passado

Mensagem por Bragi M. Cancheski Grhal em Dom 31 Maio 2015, 14:11

Todo o castelo assumiu um clima ainda mais fúnebre com mais essa morte. Acredito que o impacto em todos tenha sido maior por ser uma diretora, conhecida por todas e esposa do Diretor de Hogwarts. Mas é óbvio que toda a morte é impactante, inclusive a do corvino dilacerado há algumas semanas próximo a comunal da Lufa-Lufa. Só esperava que todas essas mortes não virassem apenas uma estatística no tempo depois que tudo passasse. Soube que o enterro da professora de poções e diretora da minha tão amada casa, seria hoje. Madness disse que iria e me pediu para acompanhá-la, o que eu já faria mesmo se ela não fosse. Vesti o meu casaco e ajeitei o cabelo como pude, subi as escadas e deixei o Castelo, caminhando até o monte da Árvore do Passado, onde ficaria o túmulo de Juliana. Muitas pessoas já estavam lá, principalmente a família Collin-Drac. Não quis ser intrometido, apenas me aproximei e dei as condolências em cada um, a ex-Diretora Gabriela, Lorena, Olívia, Liam, a pequena Alice e a mais nova integrante da família, a Juliana Gabriela. Eles também eram minha família, primos distantes mesmo que não fossem de sangue. - Meus pêsames, mas mantenham a força. Nós somos fodas se estamos juntos! Ah...e perdoe pela palavra. - Disse, com uma das mãos no ombro de Olívia e o outro na de Lorena - Mas a Tia Jujubs era sempre tão alegre, então vamos ser alegres por ela e claro, por umas cores nesse branco todo. Bubbles! - E fiz várias bolhas de sabão se espalharem pelo ar e sorri - Sério, amo todos vocês e vai dar tudo certo, até mais pessoal - e então torci os lábios, abaixando a cabeça e me afastando um pouco mais até o Diretor Luch, apertando sua mão e dando um abraço com umas batidinhas em suas costas, mas sem dizer nada. Assenti com a cabeça e coloquei as mãos nos bolsos, encolhendo os ombros e seguindo até Mad, que me esperava um pouco mais distante. - Olá meu amor em chamas! - E a abracei apertado, levantando-a do chão e beijando seus lábios em seguida. - Porra, tá frio pra caralho hoje, né? Estou contando com as suas chamas para sobreviver... - E acariciei seu rosto com a ponta dos dedos cobertos por uma luva de lã. - Como você tá?

Bragi M. Cancheski Grhal
avatar
Cargo : Professor de Camuflagem Transfigurativa


Varinha : Aveleira, Fibra de Coração de Dragão, 27 cm, Bastante Flexível


Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: A Árvore do Passado

Mensagem por Madness T. Kathullu em Dom 31 Maio 2015, 15:51



Pouco a pouco as pessoas iam chegando. Falavam com Luch e toda a sua família. Me perguntava como aquilo deveria estar deixando Luch cansado. Ao longe avistei Bragi falar com os familiares de Luch, sabia que eles tinham algum parentesco, mas nunca abri a boca parar perguntar ou citar esse assunto. Ele se aproximou, me abraçando e me beijando. Me sentia tão segura em seus braços, principalmente naquela direção. Coloquei o buquê de flores na cadeira e me virei para ele. - Oi amor... - Dizia com a voz rouca e logo depois ele soltou um palavrão falando que estava bem frio. - Está mesmo... deve ser por causa da morte que está andando por esses arredores ultimamente. - Suspirei, olhando para o caixão de Juliana. Seria uma perna muito grande, até mesmo para aqueles que nunca tiveram algum contato com ela. Todos sabiam o papel que ela teve no Holocausto e o quanto lutou bravamente ao longo de sua vida. - Minhas chamas estão fracas, Problema. Não sei se vai ser o suficiente para você. - E então o abracei. - Não estou bem... tenho medo. No outro dia foi o ravino, essa semana Juliana. O próximo pode muito bem ser você, Chrono, Raven, Alícia ou qualquer outro que eu ame. - O abracei fortemente, derramando algumas lágrimas. - Não saberia como agir se algum de vocês morressem. 
Madness T. Kathullu
avatar
Cargo : Fiscalizar a natureza


Varinha : Carvalho, Pelo de Acromântula, 29 cm, Flexível


Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: A Árvore do Passado

Mensagem por Lilly M. Cancheski Grhal em Dom 31 Maio 2015, 16:02



Eu respirei fundo pela quinta vez, mas não ajudou em nada, aquela falta de ar nos pulmões era consequência de uma relação enorme de acontecimentos dos quais eu não pude evitar, não era agora, era tantos outros que realmente passaram por meus dedos como se fossem pura peneira, da forma que me deixava ainda mais preocupada sobre se eu seria capaz de proteger as pessoas que estavam a minha volta, chega em uma fase da vida que você passa a não se preocupar mais com você, mas sim com os outros que dependem da sua pessoa para alguma coisa, não dava para abraçar o mundo com meus braços, e era isso que mais me preocupava.

Caminhei devagar pelos corredores, ainda tinha um óculos no meu rosto, estava com algumas olheiras, maiores do que as costumeiras, além dos olhos que possivelmente estavam levemente inchados devido ao choro que eu acabei deixando escapar por várias vezes, chegou um momento em que a conta se esvaiu como a chance de salvar muitas pessoas. – É a despedida, mas não faz doer menos. – Comentei enquanto já via as pessoas juntas perto da Árvore do Passado, eu na real ainda tinha medo de tocá-la e ver coisas que eu não queria ver, apesar de momentos bons, haviam outros que eu não gostava de lembrar, havia ainda os que minha mente se recusava a recordar, melhor assim.

Vi os filhos de Juliana todos juntos, perto deles também estava Gabi, eu não a vi a algum tempo, me apressei a me juntar a eles, minhas pernas tremiam um pouco, promessas, promessas, porque não ficaram mantidas? Toquei o ombro de Gabi, de certa forma eu entendia uma parte da dor dela, me olhar no espelho foi algo que não consegui por meses depois da morte de Jullie, eu sempre a via, nós éramos idênticas, esse é o grande problema quando uma se vai. – Juliana Gabriela, esse é o nome dela. – Comentei ao ouvir a pergunta de Lorena, passei o braço em volta do ombro dela, meu olhar procurava por Luch, não queria deixá-lo sozinho assim por tanto tempo.
Lilly M. Cancheski Grhal
avatar
Cargo : Defensor Público do Ministério da Magia


Varinha : Aveleira, Pena de Fênix, 32 cm, Pouco Flexível


Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: A Árvore do Passado

Mensagem por Enzo G. Collin Moreschi em Dom 31 Maio 2015, 16:43

    Permiti que Gabriela fosse a frente para ter uma conversa com seus sobrinhos, embora fosse seu marido achava que aquele momento era inteiramente familiar, e que realmente precisava daquilo. Olhando para Luch o admirava, não sabia se conseguiria viver sem Gabi, só de imaginar já me vem uma dor insuportável, acho que era um das poucas pessoas que poderia entender a sua dor, a irmãs Collin tinham o dom de conquistar as pessoas e mudar suas vidas monótonas para uma montanha russa, dando alegria e emoção a cada momento. Aos poucos fui me aproximando de Gabi quando percebi a chagada de Lillian mulher de Joseph e abracei minha mulher pelos ombros, e sussurrei em seu ouvido - Amo você, estou aqui. - apertando um pouco mais seus ombros, olhei para os garotos os filhos de Juliana - Imagino a dor que estão sentindo, a mãe de vocês foi e vai continuar sendo uma das mulheres mais incríveis que já tive a oportunidade de conhecer. Se precisarem de qualquer coisa saibam que tem um Tio e uma Tia que gosta muito de todos vocês, estaremos sempre aqui se precisarem. - com um sorriso gentil ao rosto, e olhei para a pequena garota que se encontrava nos braços de Liam, era realmente tão injusto uma criança ter que passar tão pouco tempo com a mãe, era o pior dos crimes separar, a mãe de um filho.
    Embora minha esposa parecesse se manter firme sabia exatamente o motivo, por dentro se sentia destruída e por fora tentava transparecer força para seus sobrinhos. Lembrava de quando fitava a garota Grifina na época de escola, jamais largava sua irmã, imagino que Juliana foi a verdadeira metade de Gabi, aquela que a completava, a entendia e ajudava - Querida, sabe que não precisa aguentar tudo sozinha, certo ? - não era a pessoa mais indicada para tentar ajudar, porém também não ficaria parado, sabia o quanto ela estava precisando de mim no momento, e aquela situação só me mostrava o quanto eu tinha que ser grato e que tinha que aproveitar enquanto tinha minha mulher e filhos por perto, pois nada é eterno.
Enzo G. Collin Moreschi
avatar
Cargo : Auror Chefe


Varinha : Cedro , Pena de Fênix , 37 cm, Bastante Flexível


Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: A Árvore do Passado

Mensagem por Lucas von Lich. Collin em Dom 31 Maio 2015, 18:06



Crows

“Um mensageiro... Hermes”, o clima estava praticamente igual ao nascer do sol, faziam poucas horas após o mesmo. O ambiente estava calmo e frio, com o sol fraco iluminando a neve juntamente com a brisa fria que passava entre os rostos do lado de fora do castelo.

Estava terminando de colocar a gravata de listras pretas e amarelas em meu pescoço, e por fim deixando-a por dentro do uniforme. Minhas vestimentas não eram tão diferentes, uniforme completo da lufa-lufa, distintivo de monitor-chefe no peito, vira-tempo pendurado e amostra e o cabelo penteado, “Uma ocasião especial...”, pensava me olhando no espelho. Virei os olhos para a caixa refletida no espelho, “Um mensageiro... O último presente de uma mãe para seus filhos e parentes”, havia oito cartas dentro dela, cada uma endereçada a pessoas especificas, e uma teria que ser entregue de modo especial, “Para a vida...”. Suspirei de cabeça baixa, girei os calcanhares e caminhei em direção a cama, pegando a varinha e colocando-a em meu bolso, em seguida a caixa por debaixo de um dos meus braços. Dei alguns passos até a porta do dormitório e saí do local, atravessando a sala comunal, os corredores, pontes e pátios, até finalmente chegar ao destino. “A arvore do passado”.

“Uma lembrança do Hollocausto... Uma lembrança de uma mãe”, as memórias daquele local junto a Juliana passavam em minha mente como flashes, nossa conversa e nossas memórias sendo compartilhadas por uma arvore mágica simbólica. Olhei para a grama que seguia subindo um pequeno morro, “Eu te ajudo, mãe”, o qual logo caminhei e subi em direção a arvore, lembrando da lufana gravida subindo o mesmo caminho. Já em cima, era possível ver algumas pessoas em pequenos grupos e separadas, algumas conversando e outras lamentando, “Diretor...”, havia localizado o homem ao lado do caixão fechado de sua esposa, juntamente com sua filha e cunhada.

Apertei um pouco a caixa debaixo do braço contra meu corpo, respirei fundo e me pus a caminhar até onde Luch estava. –Ela é uma bruxa incrível, Diretor.- Disse olhando para o caixão após ter ficado ao lado do homem. –Uma grande lufana...- Abaixei a cabeça, olhando para a grama. –Uma ótima mãe.- Cochichei de modo quase impossível de se ouvir. Ainda de cabeça baixa, olhei para a garota pequena ao seu lado, “Alice”, dando um leve sorriso por vê-la, e em seguida olhando para o homem. –Ela o amava muito, Diretor.- Falava levemente com um tom de preocupação e tristeza. –Você a fez enxergar seu mundo de modo diferente...- Parei de falar olhando para o caixão, em silêncio.

Suspirei, então me virei em direção a garota ao lado de Luch, caminhando até ela e agachando para ficar do seu tamanho. –Juliana foi uma ótima mãe...- Falava olhando nos olhos da garotinha. –E você sabe disso melhor do que qualquer um, você e seus irmãos.- Cocei o olho sentindo um leve aperto em meu peito, então olhei para caixa, colocando-a no chão e a abrindo-a, mas sem deixar a garota ver. –Sua mãe pode ter ido fisicamente...- Disse pegando sua carta enrolada a uma medalha redonda e pequena, onde havia o desenho de um coelho na mesma. –Mas ela ainda estará aqui...- Apontei com a outra mão para sua cabeça. –Aqui...- Apontando para o seu coração. –E... Aqui.- Desenrolava a medalha da carta e colocava no pescoço da garota. Me levantei ainda com a carta em mãos. –Alice Sofia, filha de Luch Cancheski Drac, diretor da escola de magia e bruxaria Hogwarts, e de Juliana Cancheski Collin Drac, diretora da Lufa-Lufa.- Sorri com a visão embaçada. –Sua mãe lhe deixou esse presente... E esta carta.- Entreguei a carta para a menina.

Dei um leve suspiro, pegando a caixa que estava no chão e caminhando para perto da mulher ao lado do diretor. –Gabriela Cancheski Collin...- Falei ficando de frente para a mulher e olhando as cartas, retirando a que continha o nome da moça. –Irmã gêmea de Juliana Cancheski Collin Drac.- Entreguei a carta para a moça. –Uma carta de alguém que se foi, mas está e estará conosco sempre.- A mulher pegou a carta e eu assenti com a cabeça, passando a mão nos olhos e, com um aceno baixo e fraco, me despeço dali e caminho para outro lugar do local.

“Alícia...”, via os cabelos ruivos da lufana ao lado de três irmãos gêmeos. Olhei para o caixão fechado de Juliana, então voltei meus olhos para os alunos, caminhando até eles enquanto retirava quatro cartas da caixa, colocando uma em meu bolso, e por fim tampando a caixa em seguida. –Alícia...- Dei um sorriso fraco olhando para a garota. Logo me dirigi aos gêmeos. –Lorena Nicolle, Liam Gustavo...- Falava olhando para os rostos dos sonserinos e lembrando da conversa com Lorena no circulo de pedra e o Liam recuperando a varinha de sua irmã lufana. – E Olivia Christina...- Desviei os olhos para as cartas em minhas mãos, sem olhar nos olhos de Olivia, assim como me lembrava das coisas que suspeitava e sabia sobre ela, “Se parece com sua mãe...”, sorri pensando. –Uma grande bruxa, me pediu para entregar a vocês.- Entregava as cartas para os três ao mesmo tempo.

Lucas von Lich. Collin
avatar
Cargo : Piloto do jatinho particular do The Death


Varinha : Videira, Pena de Fênix, 29 cm, Pouco Flexível


Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: A Árvore do Passado

Mensagem por Alícia Adalberon em Dom 31 Maio 2015, 18:46


Olívia pareceu contente quando eu perguntei se ela queria carregar a irmã, logo a pequena Juliana estava nos braços da loira, sorri largamente com aquilo, era uma bela cena e me emocionava, mesmo estando onde estávamos e o que estava acontecendo, Liam se aproximou e fez uma pergunta bem óbvia, mas não falei nada, ele parecia também encantado com a pequena,  que do colo de Olívia foi para o dele, fiquei quieta quando me faziam perguntas ou coisa do tipo, eu não queria me meter... Sabia como era perder uma mãe e um pai, Liam levou a pequena para dar um passeio e conhecer sua mãe, respirei fundo, sempre de olho nos dois.

“ —Mamãe, fala comigo por favor!—O desespero da ruiva de cabelos longos e vermelhos ao ver sua mãe caída no chão. —Papai... —Chamou e tentou mexer com seu pai, ao lado de sua mãe, também caído. —Eu não quero mais brincar, me respondam por favor!”

Engoli seco e me assustei quando vi Gabi, ela era quase que idêntica a Juliana e isso foi bem chocante, mas logo voltei ao meu normal, ela disse algumas coisas para Olívia e Liam, abraçando-os e para minha surpresa, também me abraçou, retribui o abraço dela e sorri para Gabi, eu me sentia um pouco sem graça. Lorena também se aproximou, assim como Gabi era parecida com Juliana, Lorena era idêntica a Olívia, apenas tinha cabelos mais curtos, puxou os irmãos para um abraço e eu arregalei os olhos, preocupada com a pequena ainda nos braços do irmão, quando eu ia responder a pergunta de Lorena, Lillian a respondeu e eu me encolhi, a diretora da Sonserina ainda me dava medo. Lucas por fim, foi o último a se aproximar, cumprimentou a todos e deu uma carta para cada um dos irmãos, coloquei minha mão sobre seu ombro e dei um leve sorriso.

Eu vou pra lá. —Apontei para a direção que eu iria. —Caso precisem de ajuda ou de alguém pra segurar a pequena Ju... Estarei disposta. —Sorri para eles e dei um beijo na bochecha de Olívia, Liam, Lorena e na de Lucas, por fim dando um delicado beijo na testa da bebê, me afastei deles e fui para perto de Madness e Bragi, parei na frente de Mad e suspirei. —Depois eu preciso falar com você... —Disse baixinho, sem olhar para nenhum dos dois e me afastei deles.

Um pouco sem rumo, olhava vez ou outra para os irmãos Collin, apenas por preocupação, eu estava contente em ver pelo menos um sorriso no rosto deles, vi Lalá sozinha e fui até ela, olhando curiosamente para o livro que ela estava carregando debaixo do braço.

Que livro é esse, Lalá?—Pergunto baixinho para não assustá-la com a minha aproximação, parecia distraída olhando para Luch, mordi o meu lábio e franzi um pouco a minha testa, contendo a curiosidade, o livro era grosso e parecia antigo, deveria ser interessante. 
Alícia Adalberon
avatar
Cargo : Blogueira da Witch Express


Varinha : Freixo, Pelo de Acromântula, 26 cm, Bastante Flexível


Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: A Árvore do Passado

Mensagem por Laís Loremarie H. Schulz em Dom 31 Maio 2015, 19:19



Estava lá sozinha no enterro da tia Jujuba. Não sabia se Gio iria aparecer, me mantive quietinha lá, segurando a bíblia até ver Alícia se aproximar. - Alí! - Abri um sorriso ao ve-la e logo depois veio sua pergunta. De imediato fiquei surpresa por ela não saber o que era, mas então me lembrei que os bruxos tinham criações diferentes dos trouxas. - Ah!!!! - Ergui a bíblia e a abri. - Isso aqui é uma Bíblia Sagrada. - Respirei fundo, seria difícil explicar para Alí, mas sabia que ela era inteligente o suficiente para entender. - Como os bruxos acreditam em uma Força Maior, os trouxas também. Os trouxas, a maioria, acreditam em um Deus, que criou todas as coisas, o Pai do mundo e de todos nós. A bíblia tem o propósito de apresentar o homem a Jesus Cristo. É o livro mais sábio e completo que existe, pelo menos para os trouxas. - Olhei para Luch e sua família e logo depois para o caixão da tia Jujuba. - Quando os trouxas morrem os religiosos dizem que as pessoas vão para o céu. Os pecadores, claro, vão para o inferno. Não sei se a tia Jujuba tinha religião, mas quero deixar algumas mensagens pra ela. Mas onde está o Cook? Ele não gosta de enterros? 

Movimentei o corpo para os lados, inflando as bochechas. - Bidú ficou no quarto ele não gos... - E então ele começou a saltitar para fora do meu casaco. - Isso sempre acontece. - E foi pulando, subindo sobre meu corpo e no fim saltou para Alícia. - Ele gostou de você - Falei sorridente. 
Laís Loremarie H. Schulz
avatar
Cargo : Vigiar o Bidú


Varinha : Faia, Pena de Hipogrifo, 27 cm, Bastante Flexível


Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: A Árvore do Passado

Mensagem por Louis Griffonwood Cross em Dom 31 Maio 2015, 19:24

Despedida de Juliana.

O dia não era de lá dos mais felizes em Hogwarts, o clima era bem diferente do que costumava ser entre as demais pessoas, um dia triste para todos que conheceram Juliana Cancheski Drac. Uma grande mulher havia partido e deixado um vazio absurdo na vida de muitos, era só olhar nos olhos de todas aquelas pessoas para ver o quanto a professora era querida. Caminhava junto a alguns amigos dos tempos de escola, tinha chegado ao local um pouco depois de Lottie. Tentando encontrá-la no meio de todas aquelas pessoas a localizei ao lado de Luch, parecia estar o confortando, claro, afinal ela e Juliana era grandes amigas. Me aproximei mesmo no momento que Kyla, minha jovem cunhada fazia comentários desnecessários sobre a perda de Luch. - Kyla, não seja indelicada nesse momento, por favor, não estrague a despedida da Professora Juliana. - Coloquei a mão sobre o ombro de Luch direcionando minha atenção para ele. - Meu sinceros pêsames, Drac. - Murmurei, em tom baixo torcendo os lábios para Lottie em uma linha rígida e a fitando com um olhar gentil. - Querida.. - Mencionei quase em sussurro, sabia que assim como estava sendo difícil para os familiares de Luch, também estava sendo para minha esposa. - Se eu puder ajudar em algo, Luch... - Falei tomando o lado de Lottie, ficando ao lado da mesma no decorrer do sepultamento.
Louis Griffonwood Cross
avatar
Cargo : Funcionário da Witch Magazine


Varinha : Ébano, Pelo de Unicórnio, 32 cm, Flexível


Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: A Árvore do Passado

Mensagem por Gabi Cancheski Collin em Dom 31 Maio 2015, 19:27

Aos poucos as pessoas iam chegando e ali se tornava um ambiente mais familiar, apesar do momento permanecer. Lorena se aproximou dos irmãos e da pequena e me surpreendi ao ouvir que ela se chamava Juliana Gabriela. Aquela cabrita, sempre pensando em cada detalhe. Tive que engolir as lágrimas. Baixei os olhos disfarçando a emoção que inflava em meu peito. Foi quando senti um toque familiar, mais familiar que qualquer outro. A voz doce de Enzo entrou pelo meu ouvido e eu me senti mais aliviada. Ele conversa com as crianças e depois fala particularmente comigo: – Obrigada, amor. – ele me conhecia o suficiente para saber que eu já não iria mais chorar, mesmo que eu estivesse estilhaçada por dentro.

Minha atenção é tomada pelo lufano que eu conhecia de tanto a Juliana falar sobre ele. Ele entregou cartas para mim e para os outros. Antes de abri-la olhei para Enzo e prendi meus lábios, eu estava muito nervosa e minhas mãos tremiam para lê-la. Não pude chorar com as palavras, a verdade era que nós estávamos ligadas pela alma e sabíamos que mesmo longe fisicamente jamais ficaríamos separadas. Um cordão espiritual nos ligaria eternamente e isso não poderia ser desligado. Respirei fundo e abracei Enzo. Depois olhei para Luch e sorri. Não sabia o que ela deixou para ele, mas não importava, porque não precisa saber-se de tudo para saber que coisas boas estão acontecendo em determinados momentos. Ergui minha varinha: – Bubbles! – conjurei várias bolhas de sabão. Era o feitiço favorito dela. Eu ri. E passei a mão sobre a minha barriga, ela abençoaria meus bebês de onde estivesse, seria o anjo delas. Juliana, Juliana... Eterna.
Gabi Cancheski Collin
avatar
Cargo : Desempregada, desamparada, dramática.


Varinha : Romeira, Pena de Fênix, 32 cm, Pouco Flexível


Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: A Árvore do Passado

Mensagem por Alice C. Collin Drac em Dom 31 Maio 2015, 20:01


Somewhere Over The Rainbow


Por que não colorir o céu com um grande arco-íris? Por que não pintar as ruas de outra cor? Por que não demonstrar o que realmente sentimos? , pensava Alice enquanto caminhava ao lado de seu pai. O rosto pálido, a expressão triste, a saudade cravada em seu peito. Perdia-se em devaneios, pensando em como seria bom ter abraçado sua mãe, passado mais tempo ao lado dela. Respirou fundo, fechou as mãos e olhou para baixo. Ao levantar o rosto pode ver uma grande e bela árvore. A árvore do passado. O nome a deixava curiosa, seus galhos e folhas eram hipnotizantes. O local estava repleto de alunos, professores e familiares. Alice olhou para o lado, fazendo um breve bico com os lábios. Olhou fixamente para o coelho branco, depois para o céu. Ela não queria ver o corpo da mãe ser coberto pela terra, não queria ver seu amado amarelo desaparecer. Soltou as mãos de Luch e caminhou até uma pedra, onde se sentou e começou a passar o dedo indicador no chão.
Eu sabia que aquele Amarelo estava dizendo algo... E agora ele se foi, e a mamãe também. Mas ela sempre estará aqui, eu sei disso. Pode não ser da forma como eu vejo o papai, mas se eu vejo vocês, também poderei vê-la. Eu sinto que posso. Meu coração diz que ela está aqui no meio de todos nós, olhando para cada coraçãozinho apertado de saudade e dor por sua morte.
Passou os dedos em baixo dos olhos, sentindo as lágrimas escorrerem lentamente. Inchou as bochechas, levantou o rosto e depois olhou novamente para o chão. Alice tinha desenhado vários bonecos. Um boneco grande, um menor, duas bonecas idênticas, uma grande mulher, uma garotinha e um bebê. Seus olhos se fixaram no desenho desengonçado, feito com a ponta de seus dedos na terra.
Ela nasceu, não foi? A Parasita. E vai precisar de alguém como eu para ensiná-la a se esconder do papai, e a sujar o vestido de chocolate. Também vai precisar que eu leia histórias antes de dormir, assim como a mamãe fazia comigo, e como o livro mágico que ela me deu... Ela precisará de uma irmãzinha forte, que a ensine ver todo esse mundo como um lugar bom, mesmo que ele esteja sendo inundado pelo mar de coisas ruins. — fechou os olhos bem devagar, sentindo as lágrimas começarem a cair com abundância, deixando suas bochechas ensopadas. — Ao menos espero que ela precise, porque eu... Eu gosto de parasitas. São pequenos e engraçadinhos. Mas acho que ela é como uma lagartinha, como o Oráculo. Ela se tornará uma grande e bela borboleta.
Secou o rosto com as mãos, se levantou e inchou as bochechas, ajeitando o enfeite dos cabelos. Aproximou-se novamente da família, e logo percebeu que um garoto estava olhando para ela. Pendeu a cabeça lentamente para o lado, olhou para os joelhos dele e sorriu. Lucas era como um mensageiro divino naquele dia, distribuindo presentes deixado por Juliana. Alice olhou fixamente para os olhos do garoto, engoliu a saliva e balançou a cabeça positivamente, concordando com tudo que ele dizia. Seus olhos começaram a lacrimejar novamente, enquanto ela observava os pontos que o garoto mostrava. Fechou os olhos ao sentir que ele colocava a medalha em seu pescoço, depois pegou a carta e a abriu. Puxou o lufano pela blusa e deu um forte abraço nele. Soluçou enquanto o abraçava, segurando a carta de Juliana na mão direita. Deu dois passos para trás e, com o braço direito esticado para frente, começou a fazer uma nomeação.
Eu, Alice Sofia Cancheski Collin Drac, filha de Luch Cancheski Drac, diretor da escola de magia e bruxaria Hogwarts, e de Juliana Cancheski Collin Drac, diretora da Lufa-Lufa, nomeio você, Lucas Collin, como Sir Yellow. Obrigada, amarelinho.
Alice abriu novamente a carta, olhando de forma fixa para o papel. Um largo sorriso brotou em meio ao choro, enquanto a garota encostava a ponta do dedo indicador nas bolhas que sua mãe desenhou. Fechou os olhos, levando a carta até o peito. Segurou a medalha e olhou para o coelho.
Eu te amo para todo o sempre, mamãe. E em algum lugar além do arco-íris, bem lá no alto, os sonhos que você sonhou serão ditos numa canção de ninar. Suas palavras estarão sempre conosco, por toda vida, na eternidade. Pois você mamãe, é eterna. E o seu amor é como os números, ele é infinito.
Virou o rosto para o lado, olhando para o caixão que estava num carrinho de cemitério. Alice arregalou os olhos, depois os fechou. Abriu lentamente os olhos, levando os dedos até eles, esfregando. A garota viu Juliana de pé, olhando para ela. Pendeu a cabeça para o lado, esboçou um leve sorriso e abraçou a carta. As lágrimas voltaram a escorrer, mas de forma lenta e suave. Moveu os lábios, dizendo Eu te amo, mamãe, mas sem deixar som algum sair de sua boca.
Eu sabia que ela estava aqui... Viu, papai? Ela não foi embora, minha mamãe está aqui! Eu a vi de pé, olhando para nós. — suspirou, abraçando o pai com força. Afastou-se, caminhando na direção de Liam, Olivia e Lorena. Colocou as mãos para frente, entrelaçando os dedos enquanto se aproximava. Correu e pulou em Lorena, dando um forte abraço na garota. Fechou os olhos, apertando a irmã contra seu corpo, cochichando algumas palavras para ela.
Eu senti saudades, Lolo. Amo você. — aproximou-se de Olivia, inchou as bochechas, segurando a respiração e depois soltou. — Oie, Oliva. — abaixou a cabeça, voltando a chorar. Estendeu os braços, a abraçando forte, mantendo os olhos fechados. — Eu te amo. Nunca mais suma de casa, ok? Nunca mais. — olhou para os três, dando alguns passos para trás. — Não podem sumir, ok? Jamais. Nenhum de vocês. — cruzou os braços e inchou as bochechas. Alice virou o rosto, olhando de forma fixa para seu irmão, depois para o colo dele. Percebeu o pequeno bebê, uma menininha. Foi até Liam, puxando a blusa dele para baixo. — Eu senti saudades, Limão. E também amo você. — esboçou um leve sorriso. — Abaixe-se! Você é muito alto, eu quero ver minha Lagartinha. — respirou fundo, umedeceu os lábios e olhou para o bebê. Sorriu, passando a ponta dos dedos na mãozinha dela. — Oie, Jujuba. Desculpa ter lhe chamado de parasita. Eu estava com ciúmes, porque fiquei muito tempo longe de todo mundo, então pensei que deixariam de me amar. Mas no fundo eu sei que isso não iria acontecer. E você, Lagartinha linda, vai me ajudar a colorir o mundo. — deu um leve beijo na mão de pequenina, fechando os olhos. — Eu te amo, minha Bolha de sabão. — afastou-se, colocando a carta no bolso de seu vestido. Virou-se de costas para eles, assoprou e olhou para o céu. Esticou ambas as mãos para cima, fechou os olhos e começou a imaginar várias bolhas de sabão coloridas. Sorriu, abriu os olhos, apontou os dedos para o alto e exclamou. — Bubbles! — várias bolhas de sabão começaram a flutuar sobre sua cabeça, mas para Alice todas eram imaginárias, afinal, ela não tinha uma varinha como seus irmãos e pai. Mas talvez ela não precisasse. Talvez Juliana tenha deixado um dom como presente para sua pequena Alice Sofia.

De uma mãe para sua filha:

Alice C. Collin Drac
avatar
Cargo : ---


Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: A Árvore do Passado

Mensagem por Alícia Adalberon em Dom 31 Maio 2015, 20:07


Lalá começou a me explicar sobre o tal livro, que ela chamou de Bíblia sagrada, ouvia atentamente o que ela me explicava, era uma religião dos trouxas, aquilo me chamou a atenção, era algo bem curioso como os trouxas também buscavam a razão de estar vivos, resposta para suas perguntas e algo para acreditar quando não tinham mais esperanças, ter fé e coisas do tipo. Eles acreditavam em uma divindade chamado Deus e em um homem Jesus Cristo, ela me explicou também o motivo de ter levado a Bíblia, ela queria deixar uma mensagem para Juliana, assenti e assim como muitas religiões acreditavam no céu e no inferno.

Este Deus, é pai de todos e também criou tudo?Mas quem o criou?Existe algum outro deus ou deusa?—Pergunto, eu estava curiosa e interessada, meus olhos ansiavam para saber mais, ela havia aberto a Bíblia para mim e eu me inclinei para ler as letras miúdas. —Tem alguém que toma conta do inferno?Como Hades?Ou como Gerda, que é a deusa das almas perdidas?—Continuei perguntando, quando vi que estava indo longe demais, balancei a cabeça e mordi o lábio, sorrindo um pouco envergonhada. —Desculpe as perguntas, é algo interessante Lalá... —Ri baixo um pouco sem graça e ela me perguntou de Cook, também percebi que ela não estava com Bidú. —Eu deixei o Cook na comunal, estava ajudando Olívia e segurando a pequena Juliana... —Respondi.

Ela ia me dizer sobre Bidú que não havia ido, mas logo o vi pulando de seu bolso e pulando em mim, ri e peguei o sapinho na mão, acariciando-o um pouco, ao contrario de muita gente, eu não tinha nojo.

Oi Bidú, como vai?—Pergunto sorrindo para o sapinho e inflando as bochechas, como se o imitasse, mas logo o devolvi para Lalá. —Depois me explica mais sobre essa religião dos trouxas?Fiquei curiosa...
Alícia Adalberon
avatar
Cargo : Blogueira da Witch Express


Varinha : Freixo, Pelo de Acromântula, 26 cm, Bastante Flexível


Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: A Árvore do Passado

Mensagem por Alexis Collin Störmberg em Dom 31 Maio 2015, 20:45




— Será que ela morreu? — Uma voz estava na minha cabeça quando eu ainda não via coisa nenhuma, só a ouvia longe, mas era uma voz feminina. — Clara que não Stasia, olha, o corpo se move, ela está respirando. —  Outra voz comentou, mas eu ainda não conseguia mover meu corpo, ouvi os passos que pareciam se aproximar, podia sentir a presença delas, mas ainda via uma penumbra, na verdade não via nada, estava tudo escuro, mas as duas vozes bem distintas estavam na minha monte, se quer conseguia falar, mas o que diabos tinha acontecido comigo, se era algum tipo de brincadeira eu iria enforcar quem quer que fosse. — Mas ela ainda está com o vestido do baile e eu não me lembro de ter visto a Alexis lá. — A primeira voz comentou, baile? Então eu não tinha se quer ido, esperava que Ádamo não tivesse esperado por mim esse tempo todo, a última coisa que me lembro é de estar me arrumando, fui pegar os brincos perto da cama e depois nada. Senti um calor que parecia se aproximar, quando a mão quente tocou a minha eu acordei de uma só vez, meu corpo se ergueu e eu me sentei na cama, respirando ofegante. — O que as duas pensam que estão fazendo?! — Bradei com a dupla que saiu correndo na mesma hora, elas pararam na mesma hora perto da saída do dormitório, Stasia Bourdon me olhou ainda por uma última vez e arrumou o cabelo avermelhado. — Está atrasada pro enterro da Juliana, Alexis. — Ela disse e eu arqueei a sobrancelha, antes que pudesse prosseguir simplesmente sumiu com a amiga pela porta, Juliana? Morta?

As palavras de Stasia ainda me deixavam com algo na cabeça, realmente, morta, que brincadeirinha de mais mal gosto, sinceramente viu. O meu espanto primário era ter apagado por tanto tempo involuntariamente, eu simplesmente tinha dormido e não lembrava de nada, nem porque, talvez seja pelo uso demasiado de minhas habilidades, tudo bem que eu ando fazendo algumas coisas, mas nada muito estranho, eu precisava achar Joseph, isso sim, ele deveria ter uma explicação plausível, mas depois de uma rodada pelo castelo, não poderia simplesmente chegar lá e depositar isso nele, o monte da árvore do passado, isso, era um bom lugar para desabafar comigo mesma e ... E não pensar em quase nada.

Bocejei puxando as mangas do meu casaco, claro que eu não iria sair por aí com aquele vestido, por mais bonito que ele fosse, uma pena. Enfiei as mãos no bolso em seguida, passava pelas partes do castelo ainda olhando as poucas pessoas, alguns lugares pareciam realmente no caos, mas eu não parei, apesar da curiosidade, teria tempo para angariar todos os fatos possíveis em outro momento. Eu já me aproximava do monte quando vi uma aglomeração de pessoas. — Virou point pra festinha essa merda? — Resmunguei parando e quase me virando para voltar pra onde tinha vindo, mas o clima não parecia nada de festa, pelo contrário, algo de ruim aconteceu, será que a bagunça estava toda relacionada a aquilo? Encontrei alguns rostos conhecidos, mas quando meu olhar caiu em Lorena parecendo bem triste, além de Alice que deveria estar em Spellbutton os pontos de juntaram aos poucos, as bolhas começavam a preencher o céu um pouco acima da cabeça deles. — Juliana ... — Murmurei baixo enchendo os pulmões de ar, não chorei com aquilo, deixaria as lágrimas para Adele, ela era disso. Me aproximei devagar com as mãos ainda nos bolsos do casaco do grupo de pessoas. — Lori? — Chamei pela loira que não aprecia nada bem, não muito além dela estava o corpo de Juliana, muita coisa tinha acontecido durante meu momento de "sono profundo", muuuuita coisa.

Alexis Collin Störmberg
avatar
Cargo : Clinico Plantonista no St. Mungos + Domadora do Curtis


Varinha : Azevinho, Pena de Fênix, 30 cm - maleável, boa para feitiços curativos


Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: A Árvore do Passado

Mensagem por Conteúdo patrocinado

Conteúdo patrocinado

Voltar ao Topo Ir em baixo

Página 4 de 12 Anterior  1, 2, 3, 4, 5 ... 10, 11, 12  Seguinte

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo

- Tópicos similares

Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum