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O olho

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O olho

Mensagem por The Holy Death em Qua 10 Set 2014, 22:54



O olho

Uma sala vazia e escura. Possui apenas uma espécie de cajado no meio da mesma, encravado ao chão. - Dizem que o forte obedece a Dionisio, tentar captura-lo  dentro do mesmo é loucura!- Disse um falecido chefe auror.


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Re: O olho

Mensagem por Dionisio R. Howard em Qui 29 Jan 2015, 01:59

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A brisa feroz do mar aberto encontrava o rosto peludo do patriarca Howard e levava consigo a fumaça emanada de seu charuto. Dionisio estava pensativo, contudo calmo. Tentava encaixar todos os acontecimentos dos últimos meses... já haviam se passado sete meses desde seu encontro com o embaixador e Dio já havia cansado de realizar preparatórios.
Trajava um terno negro chique desabotoado e uma camisa branca enquanto seus dreads estavam amarrados em rabo de cavalo que ia até sua cintura. Observava o mar, o mar calmo, solene e misterioso, o mar que tanto esconde em suas profundezas e tão poderoso que apenas emerge de si fúria. Dionisio queria ser o mar; eterno como a morte, incansável como os galgos de Diana, jovem como uma obra de arte, belo como o brilho de uma turmalina e raivoso feito um demônio. Mas Dionisio não era o mar.
Dionisio era mais uma peça do sistema que ele mesmo comandava, sabia que não era o rei e muito menos o bispo. Havia se resumido em torre, sempre na mesma direção. Havia algo que ele estava esquecendo ou deixando passar e isso ficou evidente na conversa que teve com aquele homem. Não era só a volta dela, era a monopolização que Dionisio tinha em mão e não sabia. Procurou por tanto tempo algo que já possuía. Como era burro o Dionisio.
Olhou então para trás onde estavam seus dois seguranças. O primeiro, da direita, se chama Theor. Era baixo, branco e corcunda, além de possuir a dentição de um rato, contudo era um mestre em feitiços defensivos. Seus lábios batiam de frio enquanto seu olho direito( que nunca abria) parecia estar agoniado com o movimento do seu cabelo escorrido. O outro era  Titos, o grande. Titos tinha dois metros e dez e era um meio-gigante. Careca e com a cara enfezada, matava uma pessoa com a maior calma existente numa pessoa.- Onde está Carmen? Não a vejo há dias. Carmen se contenta em ser mais uma porque é mais uma, não procura-me... eu achando que ela me amaria.
Disse andando em direção a Titos e dando-lhe tapinhas na face. -Irei ao olho, não quero ser incomodado. Vocês estão livres.
O Mercenário então andou só pelas gramíneas secas e cinzentas. Ainda fumava seu charuto.
O sapato negro encontrou a entrada do castelo e o enorme portão de ferro foi aberto. Dionisio andou calmamente pelo átrio enquanto observava as paredes antigas e sentia a brisa quente e interior do forte. Então subiu até o quarto andar e adentrou no olho.
Uma sala escura, provavelmente inútil, mas Dio sabia o que tinha ali, suas respostas. Pôs sua mão no cajado e então fechou os olhos, logo sentiu passos na escada.- Ai está você, coelhinha. 

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Re: O olho

Mensagem por Zafrina M. Schatten em Qui 29 Jan 2015, 07:25

Confesso que aquela nunca foi à vida que eu pedi, mas ultimamente parecia ser a que eu merecia, era engraçado tantos acontecimentos de uma só vez, o ataque em Hogwarts, a sociedade bruxa querendo a minha cabeça, eu estava realmente cansada do Ministério, mas eu não podia sair dali não ainda precisava terminar o que eu havia começado, estava ali ainda por meu marido eu sei os riscos que corro trabalhando ali, mas eu era cuidadosa portanto ninguém nunca havia ao menos suspeitado dos meus propósitos ali.

Deslizava sobre os meus cabelos enquanto os pensamentos me aterrorizavam, o que iria acontecer a partir dali, tanta coisa já havia mudado e ainda tinha tanta coisa para mudar meu marido estava cada vez mais distante quase não o via, confesso que quando resolvemos ficarmos juntos pensei que seria diferente, que ele seria diferente... Mas com o decorrer do tempo notei que eu seria apenas mais uma em sua vida.

Coloquei a escova sobre a cama e escolhi um de meus vestidos favoritos, precisava descer e ver se estava tudo certo com a casa, a casa estava vazia como sempre os filhos de Dionísio nunca paravam em casa, e eu ficava sozinha ali com os criados, aquilo era irritante e tedioso. Ao sair do quarto, uma das criadas disse que Dionísio estava na cara.–Ora ora então ele havia se lembrado de que tinha uma mulher. Subi as escadas lentamente, o barulho de meu sapato certamente o avisava que eu estava a caminho, tac tac tac. O quarto andar era o andar bruxo, eu não me sentia a vontade de estar ali, era um ambiente um tanto macabro.

Abri a porta lentamente e continuei na soleira da porta, não sabia se era bem vinda naquele momento, Dionísio era um homem excepcional, talvez seja por isso que eu havia me apaixonado por ele, é certo que com o passar do tempo a nossa relação foi ficando no esquecimento, eu sabia que não precisava procura-lo mais, pois ele tinha a quem procurar, e ele nunca mais veio a meu encontro então certamente ele não me desejava mais.

-Atrapalho algo querido? Ele me fitava de uma forma um tanto estranha, mas era seu habitual eu já estava acostumada seu olhar sempre foi praticamente impossível de interpretar, toc toc toc, dei alguns passos curtos até onde ele estava e lhe dei um beijo em sua face, -Senti a sua falta, e quanto a você querido, não lhe interesso mais? Meu olhar naquele momento era serio, e decidido eu precisava realmente entender o que Dionísio queria de mim. –Há tanto tempo você não vem a meu encontro, e há mais tempo ainda não me toca... O que há de errado querido? Alisava o seu rosto a espera de uma resposta.
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Re: O olho

Mensagem por Dionisio R. Howard em Qui 29 Jan 2015, 12:54

I Feel Pretty
A voz fina ecoou na sala do olho como uma sinfonia ecoa no túbulo da clarineta que a emana. Dionisio olhou por cima do ombro a mulher mas logo voltou a se concentrar no seu cajado de madeira velha deixando aquela estranha cujo chamava de esposa sem uma resposta. Mas a mulher era teimosa e logo foram escutados e sentidos as aproximações da mulher e seus passos.- O olho é restri...- Então Dionisio engoliu suas palavras ao sentir o beijo da mulher. Carmen era uma mulher de muitas qualidades e uma delas faziam com que o coração gelado de Dionisio ainda sentisse pulsações quentes e quisesse amar. Era como lenha para uma fogueira cujo ainda restam algumas sobras de fogo. Mas Carmen havia deixado claro o porquê de ter casado com Dio, havia deixado claro seus interesses: queria ser mais uma e quem sabe tirar mais uma porcentagem da fortuna Howard. 
O mercenário observava Carmen sério e atento quando largou cajado e  pegou na mão da mulher que se encontrava em sua face e levemente a tirou. O ódio era transparente no seu olhar negro e nos lábios semi-cerrados e ficou ainda mais evidente quando Dionisio afastou-se da mulher.- O que há de errado? O mundo bruxo de cabeça para baixo e você me pergunta o que há de errado? Nosso casamento de cabeça para baixo e o que há de errado, Carmen? Por Merlin, pare com esse seu fingimento!- Deu as costas para a mulher enquanto ainda transmitia uma calma- Fingir que gosta de mim não te dará novos vestidos de seda. Isso você já tem sem muito esforço. Não foi essa a sua intenção? Mas não ache que vai arrancar mais algo de mim com seu interesse mesquinho. Você era diferente, era especial mas se contentou em ser mais uma e agora vem me procurar? Basta.- Disse sereno.
Dionisio então tateou uma parede e a mesma abriu dando acesso a um mapa onde havia escrito "Howards Map". - Incrível como ninguém está em casa.- Disse olhando para o mapa da mansão onde pegadas apareciam e desapareciam.

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Re: O olho

Mensagem por Zafrina M. Schatten em Qui 29 Jan 2015, 13:14

Ele continuava o mesmo de sempre, o olhar distante sua doce arrogância... Sem tom de voz era severo e ríspido, mas me embriagava e me deixava em êxtase, ele sabia com simples atos como deixar alguém em suas mãos, era um manipulador e adorava controle, oh sim o controle, desde que o conheci jamais obtive novamente o controle de minha vida ela a dominava assim como sempre fez e continuaria fazendo, seus filhos suas ex-esposas, seus empregados.

Mas ele sabia que seu tempo estava se esgotando, os últimos grãos de areias da ampulheta caiam ferozmente, o tempo acabava para todos nós! Mas não era de seu feitio acreditar nessa possibilidade, ele queria ainda mais poder e lutaria até onde conseguisse por isso... Mas e quanto a mim? Eu desejava estar aqui... Queria me prender a tantas outras responsabilidades? Casar-me com ele na época me parecia o certo a se fazer, afinal eu o amava... Mas e agora o que era o certo a se fazer? Mal nos víamos, estávamos perdidos em paralelos diferentes.... Eu o amava, é claro que amava. Mas até onde eu iria por esse amor?

Eu sempre soube que ele tinha outras mulheres, eu nunca havia me importado porque ele sempre voltava para casa, mas de uns meses para cá aquele fato me incomodava, o via muito pouco e no pouco que nos víamos era praticamente impossível ficarmos juntos. Mas ele estava certo, e suas palavras me corroíam por dentro, eu havia mudado bastante, mas deixar de ama-lo, nunca...

Caminhei até onde ele se encontrava - Eu sempre estive aqui meu amor, a Carmen que você conheceu sempre vai existir! Mas a sua sede de poder é maior que qualquer coisa nesse mundo. Eu sou fiel a você desde que coloquei os meus pés nessa casa, e o que eu tenho em troca? Submeter-me a trabalhar naquele inferno, ficar em casa enquanto você se diverte com as suas concubinas. Já havia lagrimas em meus olhos, ele havia conseguido me tirar do sério, como ele podia ser tão insensível. –Eu fui a única que aturou você Dionísio. Eu posso muito bem sair daqui e construir uma família, a minha família! A família que eu nunca vou ter aqui, sou jovem, bonita e atraente é muito fácil para mim conseguir o que quero, mas mesmo assim meu desejo é estar aqui, mesmo que tenha que aturar você com as suas inseguranças.

Me afastei para longe dele, ele me olhava com o semblante sério, eu não merecia passar por tudo aquilo, mas mesmo assim eu queria ficar. –Não sei se você reparou, mas eu tenho as minhas necessidades e se eu fosse a tal interesseira aqui procuraria alguém para supri-las, garanto que homens não faltariam, mas eu continuo aqui certo? Não deveria, mas continuo.. Talvez seja a hora de ir embora. Abri a porta a minha frente, mas a sua mão gélida segurou meu braço, impedindo-me de sair da sala. O que ele queria me humilhar ainda mais?
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Re: O olho

Mensagem por Dionisio R. Howard em Qui 29 Jan 2015, 14:17

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Dionisio escutava a mulher com um sorriso no rosto enquanto chamas azuis queimavam em sua pupila. Era doce a voz acompanhada de lágrima ainda mais quando a voz era tão conhecida e clamante por Dionisio. - A única que me aturou... Sienna...- Aquele fantasma não mais fantasma ainda me assombrava. Mas Carmen de fato não merecia aquilo, por interesse ou não, foi a única que esteve ao seu lado nestes sete meses. Valquiria andava mais estranha que nunca, seus filhos eram uns perdidos.... não se tinha a companhia de criados. De fato, ela amava Dionisio.- Não houveram concubinas, apenas houve você. MAS SE QUISER TER OUTRO HOMEM, VÁ! VAI!- Respondeu após sua insinuação de traição e assim que a mulher se retirava a segurou pelo braço e a trouxe em sua direção.- Mas saiba que estará sempre em minha memória. Então a tomou um beijo enquanto segurava sua nuca e colocava a mão em suas costas.- Lady Howard... perdão. As coisas andam meio difíceis. 

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Re: O olho

Mensagem por Zafrina M. Schatten em Qui 29 Jan 2015, 22:00

Dionísio sabia exatamente como me controlar e deixar bem, bastava um toque por mais distante e frio que fosse a fazia estremecer, apenas da idade ele era um homem de muitos atributos, sabia como deixar uma mulher totalmente rendida aos seus pés, era do tipo galanteador, aquilo me deixava ainda mais deslumbrada.

Ele sabia que não tinha coragem para ficar com outros homens nem ao menos de pensar em abandona-lo, sabia também que eu o amava... Nesses sete meses que estávamos juntos estive ao seu lado em situações que jamais me imaginei participando em minha vida, mas por ele eu faria qualquer coisa, estaria ao seu lado em qualquer situação.

Confesso que seu beijo me pegou de surpresa, era tão bom! e tudo que eu precisava naquele momento, aquele pequeno gesto me mostrava que ele ainda se importava e que me desejava, minha diva interior dava pulinhos de alegria, eu ainda era importante!

A sua mão sobre meu corpo me fazia estremecer. -Eu sei querido, desculpe-me por cobrar e exigir tanto de você nesse momento, sei que as coisas não estão boas.. Mas eu posso fazer alguma coisa para melhorar esses dias estressantes? Deseja alguma coisa, ou precisa que eu faça alguma coisa? Eu o olhava com desejos e vontades. Mas eu já sabia sua reação a partir dali, provavelmente inventaria alguma desculpa e nosso memento ficaria para depois, eu conhecia meu marido.
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Re: O olho

Mensagem por Dionisio R. Howard em Qui 29 Jan 2015, 23:26

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O Mercenário então sorriu e beijou sua boca e em seguida seu pescoço. O perfume da mulher era um tanto avassalador e mexia com os sentidos de Dionisio. Ele novamente tomou seus lábios enquanto refletia que não a merecia e então lembrou-se do presente que tinha para a mulher.- Você só precisa estar aqui, só isso.- Novamente a beijou e levou sua mão até sua anca. - Agora, tenho uma surpresa.- Largou Carmen e foi em direção ao cajado. Tocou no mesmo e se concentrou.
[...]
Isabel, a empregada, trocava os lençóis da cama do patrão. Eram lençóis caros e sua Lady era um tanto exigente e insuportável. Da última vez havia reclamado das cores que não combinavam. Ora, se ela quisesse combinação, contratasse um design. E aquelas roupas? Todas tão caras e chiques, casulos fracos para corpos ocos.
A empregada já terminava quando o quadro de um homem magricela e pelado abriu-se e revelou uma caixa negra. O homem magro então disse:- Leve-a até O Olho!
[...]
Dionisio então tirou a mão do cajado e sorriu para Carmen, quando uma criada apareceu na porta. O homem então seguiu em direção a mulher, pegou a caixa e lhe deu as costas.- Suponho que você venha gostar. Foi pagamento de uma madame, ela jura que pertenceu a Hermione Granger.- Dionisio abriu a caixa e logo revelou um diadema com rubis cintilantes. Então colocou a joia em sua cabeça enquanto a sala revelava um espelho. Abraçou a mulher por trás e olhou para o móvel:- Linda, linda como uma lady, como uma deusa.

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