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[4° ano] Laís Loremarie Harvey Schulz

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[4° ano] Laís Loremarie Harvey Schulz

Mensagem por Laís Loremarie H. Schulz em Qua 12 Ago 2015, 23:13

Laís Loremarie Harvey Schulz
4° ano
História do Personagem
Não sei ao certo onde nasci, mas fui criada em um orfanato católico alemão. As freiras me deram o nome de Laís Loremarie, porém, nunca tive o prazer de ter um sobrenome. Fui criada como se tivesse várias irmãs. Era um orfanato somente para garotas, onde dormíamos juntas em um único quarto, em todas as suas respectivas camas. Tínhamos uma rotina que deveria ser seguida todos os dias. Fomos criadas sempre na presença da palavra de Deus. Afinal, era um orfanato de freiras. Aos domingos decorávamos o quintal e fazíamos rifas com coisas que nós mesmas construíamos e preparávamos para os irmãos da igreja comprarem para ajudar o lar. Éramos muito unidas, mas como em todo lugar, lá também existiam as "panelinhas" onde algumas meninas achavam que eram melhores que as outras.


Os anos foram se passando e toda vez que uma de nós era adotada, sentíamos como se uma parte de nós fosse embora junto dela. Sempre achei que minha vez nunca iria chegar, pois quanto mais adultas ficávamos, menos tínhamos chances de ser adotadas, pois os casais sempre preferiam levar as mais jovens... eu nunca entendi o por quê. Mas um dia, o milagre caiu sobre meu corpo e quando eu havia acabado de completar oito anos, fui agraciada por um casal muito simpático que se interessaram por mim. Judith e Fábio eram um casal que já estavam juntos fazia mais de vinte anos, mas nunca conseguiram ter filhos, até que resolveram adotar. Lembro que Judith sempre aparecia no orfanato quando tinha a feira, mas o Fábio conheci quando eles foram "escolher" uma menina. 


O processo foi bem fácil, no primeiro dia eles reuniram todas as meninas e levaram presentes. Disseram que queriam uma filha, mas que poderiam adotar somente uma. Aquilo gerou algumas situações complicadas, pois todas queriam uma família e por isso faziam questão de se mostrarem notáveis. Porém, sempre fui muito tímida e reservada. Lembro de ter agradecido pela boneca e ir até o jardim, enquanto as outras meninas conversavam com eles. Mesmo que quisesse muito ser adotada, sempre achei que minha hora chegaria no tempo de Deus e que quando ele quisesse, moveria seus pauzinhos para que eu fosse abençoada, sem eu precisar encarar aquilo como uma competição com as outras garotas. No fundo, eu estava certa, pois naquela tarde, enquanto Fábio conversava com as garotas, Judith veio até mim, perguntando o porque de eu estar longe das outras. Aquele foi o inicio de uma longa conversa. 


Depois desse dia, as visitas do casal começaram a ser mais frequentes, até que uma hora eles disseram que queriam que eu me tornasse sua filha. A mudança foi bem triste, foi difícil dizer adeus para às meninas e muito mais para Irmã Toledo, que era como uma mãe pra mim. Pensei que finalmente teria uma família de verdade, um pai, uma mãe, avós e tios. Que poderia estudar em uma escola normal e que poderia fazer amigos que não fossem as meninas do orfanato. E até que foi assim, até meus sinais de magia começarem a aparecer. As bonecas levitavam e as vezes objetos eram atraídos até minha direção. O rádio começava a tocar sozinho e a TV trocava de canal sem que alguém encostasse nela e no controle. Por não saberem com o que estavam lidando, tiraram a conclusão de que eu era amaldiçoada. Na verdade, a palavra que usaram foi "filha do demônio". Do corredor eu sempre ouvia eles conversando que deveriam se livrar de mim, que eu iria amaldiçoar a vida deles. Perdi a conta de quantas noites dormi chorando por isso.


Não demorou para que eu voltasse para o orfanato e perdesse tudo que havia ganhado (não falo de presentes e sim, de amor). Mas naquele momento, meu maior medo era que as tias do orfanato pensassem como o casal. Eles conversaram com a Irmã Toledo e explicaram tudo pra ela. Mesmo não entendendo, Irmã Toledo pesquisou em livros bíblicos e históricos, até chegar a uma conclusão. Depois de descobrir que eu era uma bruxa, nós decidimos não contar para ninguém. Inventamos uma desculpa qualquer e assim, voltei a ser uma menina órfã. Aos onze anos recebi minha carta de Hogwarts, mesmo não querendo ir, Irmã Toledo achou melhor que eu aprendesse em uma escola com pessoas como eu, pois conforme eu fosse crescendo, meus poderes poderiam tomar proporções maiores e acabar machucando alguém.


Falamos para as outras irmãs e meninas que eu seria enviada para uma escola de reforço em outro país. Irmã Toledo me deu suas economias e me levou até a Plataforma 9 3/4. Troquei meu dinheiro por galeões no Gringotes e tive de me virar sozinha para comprar meus materiais. Conheci o meu maior companheiro no dia em que comprava meus pertences mágicos. Bidú era um sapinho solitário que parecia esquecido em um aquário de vidro. Seu olhar era triste ao ver as outras crianças escolhendo corujas, gatos e outros animais, deixando-o de lado. E simplesmente não deu outra, me identifiquei com ele. Dei o nome de Bidú, pois era o nome um amigo imaginário que tive durante toda minha infância e agora, finalmente ele seria "real"


Meus primeiros anos em Hogwarts foram normais, fui selecionada para à Lufa-Lufa e fui descobrindo mais sobre a casa ao longo dos anos. Nunca tive muitos amigos, na verdade tinha apenas colegas. Descobri também que era um desastre com feitiços e que não conhecia simplesmente nada, nem do mundo bruxo, quanto do mundo trouxa. Meu conhecimento era somente em religião e no que aprendi no orfanato, que era algo muito pouco. Conheci Giovanni no terceiro ano, apesar de sermos da mesma classe e casa, nunca fomos apresentados, mas em uma excursão da escola, acabamos virando amigos. Com ele também dei meu primeiro beijo e conheci coisas novas. Ele me ajuda com os feitiços e sempre aprendo algo com ele, isso tem deixado Hogwarts muito melhor pra mim. Na verdade acho que agora está perfeita, afinal, tenho os dois melhores amigos do mundo. Sinto que somos um ótimo trio. Anni, Bidú e eu. 

Curiosidades
- Quando meus pais adotivos falaram que eu era filha do demônio, bebi água benta para me purificar internamente.


- Meu bicho-papão é uma lápide, escrito apenas "Laís Loremarie", ou seja, meu maior medo é morrer sem algum sobrenome. 


- Minha amortentia é chocolate e massinha de modelar.

Narração de Cargo
Depois de uma semana sem aulas, seria a ultima noite no Castelo. Na manhã seguinte iríamos todos para casa e eu, voltaria para o orfanato. Todo mundo estava bem feliz por ir ver seus familiares novamente e eu, estava com saudades das meninas e de irmã Toledo. Me arrumei no dormitório feminino e coloquei uma gravatinha amarela em Bidú, afinal, ele teria de estar arrumado para uma ocasião tão especial. Coloquei Bidú em meu colo e me encontrei com Giovanni no salão comunal e fomos até o Salão juntos. Chegando lá, sentamos na mesa da lufa-lufa. Ali eu vi Alícia e outras meninas que conhecia do dormitório. 


O ano foi bem longo e as férias de fim de ano passaram bem rápido. E logo na páscoa, logo já estávamos lá. Meu desempenho durante o ano foi muito bom e tinha quase certeza que seria aprovada. - Anni, me escreva nas férias, tá? Te escreverei lá do orfanato. - Pedi, sentiria muitas saudades dele, era bom ter um amigo menino no meio de tantas garotas. Não sei explicar ao certo a diferença, mas era uma relação diferente, não por eu ter beijado o Giovanni, mas pelas respostas dele e o modo de pensar ser diferente. Todo mundo esperava o diretor dizer o resultado da copa das casas. 


Como de costume o diretor Luch enrolou um pouco pra dizer o resultado, ele sempre falava muito e tipo, falava demais demais mesmo. Então, Anni falou algo que tínhamos comentado sobre meses antes, que era de eu passar uns dias na casa dele. Abri um sorriso grande, seria ótimo, mas acho que era quase impossível disso acontecer. - Anni, acho difícil as irmãs deixarem, mas o que acha de ir comigo até o orfanato e tentar falar com a Irmã Toledo? Acho que ela pode deixar, mas... tem certeza que não vai ser incômodo para sua fami... - E então, ouvi um alto LUFA-LUFA. Todos da começaram a gritar e comemorar. Olhei pra Anni e comecei a rir, pois fomos realmente pegos de surpresa. - GANHAAAAAAAAAAAMOS ANNI, GANHAMOS!! - Abri um sorriso e fiz um carinho em Bidú que estava em meu ombro. 


Depois que todos se acalmaram, Anni e eu voltamos a conversar da minha possível férias em sua casa, mas, realmente seria algo muito difícil de acontecer.  
@ RPG HOGWARTS MW 2010-2015
Laís Loremarie H. Schulz
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Cargo : Vigiar o Bidú


Varinha : Faia, Pena de Hipogrifo, 27 cm, Bastante Flexível


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Re: [4° ano] Laís Loremarie Harvey Schulz

Mensagem por The Flying Dutchman em Dom 23 Ago 2015, 02:20

Ficha Aprovada!
The Flying Dutchman
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