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[FP] Alexis von Lichtenstein Collin - Clínico Plantonista

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[FP] Alexis von Lichtenstein Collin - Clínico Plantonista

Mensagem por Alexis Collin Störmberg em Dom 22 Nov 2015, 14:21

Alexis von Lichtenstein Collin
Clínico Plantonista
Nina Dobrev
Ocluação Água
Bruxa
Hogwarts
Corvinal

História do Personagem

Manchester, 9 de Maio de 2017

Eu fui a última a vir ao mundo, primeiro Luke, Adele, Lucas e por último eu, Alexis. Eu nunca compreendi, ou levei a sério, essa coisa de sequência dos gêmeos, o que ela tem de especial, mas se disserem que o quarto filho é o mais inteligente, no nosso caso faz todo o sentido. Eu sempre fui mais ligada a minha mãe, eu e Adele, enquanto os meninos tinham uma ligação maior com meu pai, talvez compatibilidade genética ajudasse com isso, nós éramos mais como Sookie, sempre fomos.

Eu fui a primeira a ser taxada como estranha, como diferente. Minha ocluação surgiu muito cedo, quando tive contato com lembranças da minha mãe, foi a pior sensação da minha vida até então. As lembranças dela, as piores, estavam naquele frasco, ela avisou pra não tocar, mas eu sempre fui muito curiosa e toquei. Vi todas as mortes que ela já tinha visto, aquilo foi demais para uma criança de seis anos. Minha mãe não achou que aquilo fosse me afetar mais do que afetou psicologicamente na época, ela estava bem errada. Eu me fechei, para uma criança que nunca tinha visto a morte, ver várias que minha mãe viu na guerra foi demais pra mim.

Foi então que a voz melodiosa surgiu, eu achei que estivesse ficando doida, na verdade todos acharam, até toda a água escapar da banheira e ficar sobre minha cabeça. Minha mãe ficou incrédula, em séculos de gene von Lichtenstein, até mesmo dela, nunca havia tido um ocluador que não fosse de fogo, agora lá estava eu, controlando a água, tão diferente dela. Meus pais me levaram pra longe, nos levaram, já que aquilo começou a interferir em nossas vidas, aos poucos nós fomos sendo descobertos como os monstros que fingimos não ser.

Lucas também ouvia vozes, vidente, maluco, foi o que eu ouvi atrás da porta. A perfeição havia ficado para Adele e Luke, corrigindo, Luke apenas. Outro monstro com vozes na cabeça, foi o que disseram de Adele, pensei que ela era vidente, como Lucas, faria sentido, mas a loucura dela parecia muito com a minha, não era a toa que somos gêmeas, mas Adele sempre foi mais gentil, talvez por ela ser a segunda filha a ser taxada de monstro, fosse um pouco melhor, eles já sabiam lidar com ela.

Hogwarts veio em nossas vidas e eu consegui me encaixar no melhor possível, quadribol, as vezes, boas notas, sempre. Eu era ravina, diferente deles, outra vez separados, Lucas e eu fomos os primeiros de nossas habilidades, talvez seja por isso que eu tenha uma forte ligação com ele. No quinto ano aquela sensação de vazio, Barnaby entrou na minha vida, mas foi como se nada estivesse lá, não sei porque, não via o sentido na felicidade alheia e a voz voltou. Era quase fim de ano, meus exames finais foram adiantados, eu não entendi, até que a Turquia entrasse em minha vida. Foram meses longe de tudo e de todos, presa como um animal, aquela voz na minha cabeça e os selos nos pulsos, péssimos selos, eles me limitavam.

Levaram embora muito mais do que a minhas madeixas nos ombros, minha dignidade também naquela reunião após minha volta, o ano letivo se aproximou e tudo que eu tinha a fazer era estudar e fingir que aquilo estava certo, nunca esteve. Os acontecimentos no mundo mágico foram se chocando contra nós, Hogwarts foi a primeira a começar a ruir. Barnaby se juntou a mim naquele ano em que eu mal consegui começá-lo, fui retirada de Hogwarts, sequestrada, depois disso tudo foi um grande borrão. Eu não me lembro bem, na verdade eu tenho lapsos as vezes, não sei onde estive, mas quando voltei os selos já não estavam em meus pulsos e eu tinha um colar no pescoço que eu não sei quem havia me dado. Mais tarde naquele ano eu pude enfim entender tudo que se passava com a morte de Juliana, nosso primeiro baque.

Foi definitivamente um ano de altos e baixos, conheci um grande homem, mas não pense em bobagens, Joseph Grhal, praticamente meu tio. Junto com Adele, Lorena e Liam, mais tarde Taron também, formamos um grupo de jovens ocluadores e fomos treinados para combate por Joseph, eu achava bobagem na época, ainda mais por não suportar Liam, que o capeta o consuma em chamas. A guerra estourou sobre nossas cabeças e ora vejam só como o destino é engraçado, conheci um idiota que realmente me completa, vos apresento Curtis Störmberg. Curtis é o tipo de babaca que a maioria repudia, mas que eu não conseguia manter longe, as vezes por necessidade própria, nosso lance de prazer virou algo mais profundo e quem diria, eu estou namorando esse idiota.

Com o fim do sexto ano outro baque, esse doeu tão fundo em mim quanto poderia, Joseph morreu. Eu juro que quando Adele me contou eu senti como se uma parte de mim tivesse ido embora. Entenda, Morôni apesar de um bom pai nunca foi o que me fez sentir isso. Joseph cuidou de nós, nos ensinou coisas, nos preparou para a vida, nos fez seus filhos praticamente. Eu não quis acreditar que ele tinha partido, mas havia sido por um bom motivo, ele tinha deixado um legado e nós e era nosso dever segui-lo agora mais do que nunca, povoar o mundo com o que ele tinha nos deixado. A vida é engraçada, parece que está sempre nos tirando coisas, já contei que minha mãe também sumiu? Pois é.

Cheguei ao sétimo ano praticamente me arrastando, dizem que continuar andando com tantos tombos é difícil, pois é, é mesmo. Minha irmã ficou pelo caminho, mas eu prossegui, prometi a Adele que fora de Hogwarts faria coisas. Não fui só eu que fui embora, Ádamo, Jinx, Bragi, Cora, Alef a Injustice meus caros. Quem diria, nós, um bando de baderneiros, sendo pais, maridos, esposas, professores, médicos, adultos. O que o mundo reserva pra nós ainda é um mistério, mas como uma boa aventureira, prometi a mim mesma que não custava tentar.

Características Psicológicas
Odeio falar de mim mesma, talvez por o mundo ser bem mais interessante. Eu sou uma pessoa fechada com a maioria, nada contra o mundo, mas ele é perigoso demais para eu sorrir e acenar como a minha irmã gêmea Adele. Tento sempre me adaptar ao meio, gosto de dizer que consigo. Uma das coisas interessantes sobre mim é que tento ver além, e claro, nem sempre compartilho isso, o mundo não precisa saber que estamos tentando conquistá-lo, só que estamos lá, isso costuma facilitar as coisas, pelo menos penso eu que sim, e você não acha que eu esteja certa?

Rowena sempre disse que os mais inteligentes se sentariam entre os seus. Quando o chapéu seletor bradou o ninho das águias como o meu lar eu fiquei com medo, apesar da minha inteligência ser algo que me destacasse, eu sempre tive medo se eu seria o suficiente para pertencer a Corvinal, depois de sete longos anos eu percebi que sim, eu sempre fui. Azar ... De acordo com o Lucas ele é o mais azarado dos quatro irmãos, engraçado, eu também só ando me fudendo, tudo bem que eu não estou cega, mas os hematomas são tantos que da pra brincar de logar os pontinhos com eles.

Narração de Cargo
  Era começo de plantão, eu tinha vindo de casa, depois de algumas horas descansando, meu último plantão tinha sido realmente puxado, muitas crianças nos corredores do St. Mungos, com um surto de doenças, e o início das férias, os corredores estavam lotados de crianças. — Alexis! Aqui, esses pacientes já passaram por um primeiro check-up, bom trabalho. — A enfermeira me entregava a prancheta com várias fichas, balancei a cabeça positivamente olhando para a primeira ficha, meus passos ecoaram baixo pelo corredor, a ala de urgência estava entre o cheio e o vazio, o primeiro nome da lista era de uma menina de nome Lisa, ela tinha cabelos loiros em cachos que caíam por seus ombros, ela tinha um rostinho pálido e suas mãozinhas tremiam, ela estava sentada sobre a maca, a marca das lágrimas que tinham tomado um caminho por suas bochechas se mostrava visível, ao seu lado uma mulher com um semblante mais sério.

— O que temos aqui uma bela mocinha, vamos ver o que posso fazer por você. — Olhei na prancheta a minha frente o nome, a idade, os sintomas, a minha varinha estava dentro do jaleco, puxei-a com as pontas dos dedos e toquei a folha com a mesma, ela estava com o braço enfaixado, mas não pareciam que tinham feito muito mais do que isso. Segurei o seu braço e o puxei devagar, coloquei a minha varinha sobre o colo da garota que já lacrimejava só de ver o seu sangue começar a sair de novo, seu rosto tremia, no meu sustentava-se um sorriso para que ela sentisse que tudo ia ficar bem de alguma forma. — Relidor! — Proferi enquanto apontava a varinha para o corte dela que parecia ter sido bem feio, seu queixo tremeu, como se a dor saísse devagar de seus ombros, braço no caso, o sangue escorreu e tocou sua perna, ela fechou os olhinhos com força. — Stanque Sangria! — Então o sangramento parou, uma enfermeira estava na ala atendendo a algumas crianças, chamei-a com um aceno, estava anotando na prancheta o que a garotinha precisaria quando a enfermeira se aproximou, ela parecia um pouco menos ocupada do que de costume, ou em relação a outras que também estavam ali.

— Faça a sutura e enfaixe o braço dessa garotinha, além de um raio-x por favor, caso constatado a quebra de algum osso tomar meia dose da poção Esquelece. — Eu escrevia na folha enquanto dava as coordenadas a enfermeira, no final assinei meu nome e puxei a mesma entregando para a mulher. Perto do cama tinha um armário, ele tinha bonitas portas brancas, o abri procurando alguma coisa, com um breve sorriso eu achei o que procurava, me aproximei da pequena garotinha e estiquei o pirulito a ela. — Quando você voltar para tirar seus pontos vamos descobrir qual é o sabor, okay? — Falei com um grande sorriso entregando a ela o pirulito rosado, só esperava que ele fosse de um sabor agradável.

No prontuário aparecia outro nome, dessa vez um garoto, ele estava fraco, deitado no colo de uma moça, me aproximei dele olhando seu rosto pálido e quando toquei suas mãos elas estavam quentes demais, encostei os dedos em sua testa, mais quente ainda, assim como o pescoço, ele tossiu duas vezes, parecia cansado demais. Ajudei o garoto, que deveria ter no máximo uns quinze ou dezesseis anos, a se levantar do colo da moça no qual ele estava e o deitar devagar sobre a maca, ele tossiu mais duas vezes. — Bom Dia, eu sou Alexis e vou cuidar de você hoje. — Toquei a ponta do nariz do rapaz com meu indicador, apesar de tossir mais uma vez ele deixou escapar um fraco sorriso, o mesmo que foi acompanhado pela moça perto dele que estava visivelmente preocupada, o mesmo estava longe de parecer irmã do garoto, talvez uma namorada.

— A quanto tempo ele está assim? — Virei-me para a moça a minha esquerda, deixei a prancheta ao lado do menor sobre a maca, ele pareceu pensar direito, fazer algumas contas de quanto tempo fazia que o garoto estava daquela forma, seu semblante indicava que ela estava confusa em relação aos dias. — Mais ou menos umas duas semanas. — Era muito tempo para uma pessoa estar sofrendo daquela forma, acariciei a testa quente do rapaz a minha frente que tremia ao meu contato, vendo que minhas mãos estavam mais frias do que seu corpo. — É uma gripe bem forte, se evoluir mais pode chegar a uma doença muito conhecida entre os trouxas, a Pneumonia, mas ainda está em estágio médio. — A moça balançou a cabeça, o rapaz agora parecia suar frio, eu fica  apreensiva só de vê-lo assim, havia um motivo pelo qual eu cuidava de pessoas, de certa forma tinha um pesar por vê-las sofrer, me aliviava o fato de cuidar de cada uma. Minha varinha foi girada entre os dedos e ela tocou a testa do garoto que levou os olhos para cima, como se tentasse ver a ponta da varinha.



— Fervout! — Toquei o rosto do rapaz em seguida, um pouco menos quente, temperatura ainda estava um pouco acima da normalidade para alguém daquela idade. — Antigripa! — Nessa hora ele puxou uma grande quantidade de ar como se a mesma estivesse contida a muito tempo, eu sorri em vê-lo parecer bem melhor, o rapaz já ia se levantando quando eu o ajudei, seus olhos ainda estavam um pouco fundos, sua pele pálida, e ele tossiu uma vez, mas já parecia notavelmente melhor. — Ele ainda vai precisar de um pouco de repouso, recomendo uma dose da poção Wiggenweld a cada 24h para recuperar o vigor, além de para a próxima semana o consumo de mais alimentos ricos em vitamina D, também será bom que ele tome chá de Sabugueiro Preto, está liberado. — Assinei no fim da folha e a entreguei a mulher, olhei o relógio acima da parede da Ala, como o tempo havia passado rápido e eu nem notara.
@ RPG HOGWARTS MW 2010-2015
Alexis Collin Störmberg
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Cargo : Clinico Plantonista no St. Mungos + Domadora do Curtis


Varinha : Azevinho, Pena de Fênix, 30 cm - maleável, boa para feitiços curativos


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