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[5º Ano] Kendall Schneider

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[5º Ano] Kendall Schneider

Mensagem por Kendall Schneider em Sex 11 Dez 2015, 11:52

KENDALL ELISSABATH SCHNEIDER
QUINTO ANO
História do Personagem
 > O grande marco na vida de Kendall aconteceu quando ela ainda era muito pequena. Sempre fora uma menina vaidosa, apaixonada por roupas e pela própria imagem. O dia de natal havia finalmente chegado e neve já estava amontoada ao redor da casa dos Schneider. Ela lembra como a casa estava aquecida, mesmo que lá fora o frio fosse tanto que ela não poderia fazer bonecos de neve sem acabar adoentada. Em sua lembrança, a neve parecia tanto com Boréade que ela sentia inveja da albina, o que a fez passar horas em frente a um pequeno espelho que sua mãe havia lhe dado, buscando qualquer traço de imperfeição. Estava tão concentrada em achar defeitos em si mesma – uma tarefa árdua, diga-se de passagem – que nem mesmo notou o ataque que acontecia ao seu redor. Perder os pais tão cedo poderia ter sido bem mais traumático, mas seu exacerbado amor próprio a impediu de mendigar por atenção ou pena. Negava-se a contar sobre como estava se sentindo, mas todas as noites, antes de dormir, lembrava do corpo da mãe atirado no chão da casa e em como aquilo doera, mais até do que quando um de seus primos cortou seu enorme cabelo.
Desde aquele evento terrível até o momento de separar-se da família, especialmente dos primos, quem a criara fora a avó, Calíope, que a protegera como uma filha de sangue. Ingressou em Beauxbatons e fora destinada para a casa Noble, lar dos nobres, leais aos seus companheiros, livres e liberais; dos animados, desinibidos, autossuficientes, levemente egocêntricos e sempre extremos. Kendall não precisou se ajustar a casa, visto que essa lhe caiu como uma luva da Gucci.
Quando a hora de retornar ao lar finalmente chegou, Doll deixou a antiga vida para casa e adentrou em Hogwarts, sendo destinada a casa da sonserina.

Curiosidades
 > Kendall gosta de ser chamada de Doll, pois realmente se acha uma boneca. É apaixonada por si mesma a ponto de não querer o amor de ninguém - exceto o familiar, e por esse motivo pretende não ter filhos ou sequer um companheiro. Sente a falta da mãe e ama sua família a ponto de deixar a vaidade de lado para lutar por eles. Se chama de boneca e trata as pessoas dessa mesma forma, devolvendo-as as devidas caixas quando se cansa ou enjoa delas. Apesar de não gostar de tatuagens, tem uma rosa desenhada em sua nuca em sinal do luto pelo evento natalino. Guarda o espelho da mãe consigo como se fosse a própria.

Narração de Cargo
  > Logo no meu primeiro dia de aula em Hogwarts, um garoto que eu confesso ser bem gato aproximou-se de mim com um riso maldoso nos lábios e disse “Uma pena ser da casa perdedora”. Lembro-me de ter rido da cara dele e me despedido com um simples “veremos” e foi aí que a porra toda começou. Nesse exato momento eu esqueci a Noble, Beauxbatons e a classe que havia aprendido lá. Deixei tudo para trás porque eu simplesmente não sabia perder, porque eu não entrava em partidas se não fosse para ganhar e estava mais do que disposta a ensinar essa pequena lição para o garoto exibido.

O primeiro passo para o sucesso fora conhecer melhor a Sonserina. Minhas primas ficaram realmente assustadas ao me verem adentrando a biblioteca do colégio para me afundar em conhecimentos sobre Salazar, sobre o Barão e outros tantos detalhes. Depois vieram as aulas, as inacabáveis e tediosas aulas. Estava dando meu melhor para arrasar nas notas, o que forçava acordar bem mais cedo do que os demais para – fiquem chocados – estudar. Nem de longe era muito inteligente, mas dizem que os esforçados é que vão mais longe. No meio dessa bagunça, a qual eu realmente já estava cansada, vieram os jogos de quadribol. Havia descoberto nas aulas de voo que nem de longe eu servia para aquela modalidade esportiva. Novamente me vi no time dos esforçados, o que inclui vestir-se de cobra e rastejar pelas arquibancadas, virar líder de torcida, pintar-me inteira de verde e prata para rebolar – essa parte eu bem que gostei – e até mesmo ficar gritando e insultando os adversários de partida no meio da chuva. Minha vaidade estava cada vez mais em segundo plano, porque eu sou uma boneca de qualquer forma, além de ser fiel aos meus novos colegas de fraternidade. Acabei entrando no clube de estudos e em todos os vários grupos extra aulas que haviam surgido. Muitas vezes flagrei-me questionando até onde tanto esforço valeria a pena, mas qual é o sabor de batom mais saboroso do que uma vitória dessa dimensão?
Foram aulas, provas, torcida, grupo de estudos, de duelos, visitas frequentes a biblioteca e várias horas de sono perdidas para conseguir conciliar tudo isso com os meus preparativos de beleza, mas finalmente o ano estava tomando seu fim. Hogwarts conseguira ser bem mais tumultuosa e animada do que eu imaginara e era exatamente nisso que eu estava pensando quando o último banquete estava prestes a começar. Meu corpo pedia por um spa com urgência, mas é claro que todas as minhas maquiagens e produtos foram suficientes para disfarçar o cansaço. Todos estávamos conversando sobre banalidades à espera do discurso da diretora. O ar parecia mais denso e meu coração parecia sair pela boca. Eu tinha acabado de descobrir um novo vício? Uma casa como a Sonserina poderia ter virado meu novo produtinho favorito? Obviamente o covil já era bem mais do que só uma casa a qual eu tinha de conviver. Eles eram da família agora, eles eram parte de mim. Ou talvez eu só estivesse mesmo precisando de férias.

O discurso tão esperado – talvez o único, convenhamos – começou e parecia que a diretora estava nos castigando. Falava de pontos, disso e daquilo, mas não comentava sobre a copa das casas. É claro que começou com o último lugar: lufa-lufa. Em terceiro lugar estavam os ravinos. Azul nem de longe é a cor mais quente. Os dois primeiros lugares é que foram o mistério e eu não queria imaginar como seria perder pra grifinória, já que o tapado metido que me disse aquela frase no início do ano letivo era um leãozinho. Designando os últimos pontos, a diretora berrou: — E a campeã deste ano é a SONSERINA! Seja lá o que ela disse depois, eu simplesmente não ouvi. Os colegas ao meu redor já haviam levantado e pulavam feito macacos loucos, mas eu não ligava. Havia me empenhado pela primeira vez em muito tempo e em algo e eu tinha conseguido! Éramos vitoriosos, caralho! E melhor do que dizer, era mostrar. Levantei-me e encarei a mesa da casa rival, onde um olhar já conhecido buscava pelo meu. Aquele maldito grifino! Encarei-o com uma face maldosa, enfiando a mão para dentro do manto da casa como se buscasse alguma coisa. Tirei a mão, dobrando quase todos os dedos: apenas o do meio permanecia ereto. Com a outra mão fingi estar tirando a tampa de um batom e passeio a ponta do dedo reto sobre os lábios como se passasse batom. Ele soube o que significava e virou o rosto. Gargalhei alto antes de esticar os braços para cima e gritar com meus colegas. A festa estava apenas começando, assim como meu reinado naquele colégio.
@ RPG HOGWARTS MW 2010-2015
Kendall Schneider
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Varinha : Salgueiro, Fibra de Coração de Dragão, 28 cm, Pouco Flexível


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Re: [5º Ano] Kendall Schneider

Mensagem por The Flying Dutchman em Sab 12 Dez 2015, 00:03

Ficha Aprovada!
The Flying Dutchman
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